Grupo Canel consolida modelo de negócio com investimento milionário no Piauí
Com apoio fundamental da Investe Piauí, o Grupo Canel, pioneiro no desenvolvimento agrícola do Cerrado piauiense há mais de três décadas, está consolidando um modelo de negócio cada vez mais orientado à eficiência operacional e à captura de valor agregado em toda a cadeia produtiva. O grupo, que atua na produção de soja, milho, algodão e eucalipto, além de manter operações de confinamento de gado e uma robusta estrutura agroindustrial, está executando uma estratégia ambiciosa de verticalização e expansão.
Operação diversificada e verticalização da produção
A Fazenda Canel reúne uma impressionante infraestrutura que inclui beneficiamento de algodão, fábrica de ração, extrusora, aviários e comércio de insumos agropecuários. Um dos destaques é a marca Ração Nativa, que produz ração 100% vegetal com origem totalmente piauiense. No segmento de proteína animal, o grupo já opera uma granja com 90 mil aves, produzindo aproximadamente 90 mil ovos por dia.
A estrutura conta com um centro de processamento de ovos totalmente automatizado, responsável pela classificação por tamanho, peso e espessura da casca, com direcionamento preciso conforme a demanda dos clientes. "Esse é um dos grandes focos da nossa empresa: agregação de valor e verticalização da produção", afirma Alexandre Bortolozzo, sócio e gerente industrial da Lavoro, braço do grupo voltado à agregação de valor.
Projeto de irrigação como pilar de crescimento
Outro vetor estratégico é o projeto de irrigação, considerado um dos principais pilares de crescimento do grupo. Atualmente, a primeira fase já soma 1.305 hectares irrigados, com meta de expansão para mais de 9 mil hectares, dentro de um projeto total estimado em até 10 mil hectares irrigados.
O empreendimento envolve um investimento global estimado em R$ 33 milhões e deve gerar ao menos 26 empregos diretos, com previsão de conclusão até 2027 — parte das operações já entra em funcionamento em 2026. "Hoje já estamos com a primeira fase do projeto, com o apoio da Investe, que é uma grande parceira. Nosso grande sonho é terminar com mais de 9 mil hectares irrigados", complementa Bortolozzo.
Integração completa da cadeia produtiva
A verticalização dos processos ganha escala na operação da Lavoro. Toda a ração produzida abastece tanto a própria fazenda quanto o mercado, ampliando significativamente a monetização da cadeia. "A gente não trabalha só com o produto nobre. Além da soja, milho e algodão, temos também os subprodutos. O resíduo do algodão, da soja e do milho vira ração. São produtos coringa, dá para fazer muitas coisas com eles", explica o gerente.
No conselho e na liderança operacional, Amilton Bortolozzo, Sérgio Luís Bortolozzo e José Roberto Bortolozzo conduzem a estratégia de expansão com foco em escala, eficiência e diversificação de receita. Essa visão sustenta a estrutura do grupo, que integra desde o cultivo de grãos até a industrialização e o consumo final.
Parcerias estratégicas e visão internacional
A atuação da Investe Piauí tem sido determinante na viabilização do projeto, especialmente na articulação institucional. Entre os avanços estão o apoio junto à Semarh para autorizações de perfuração de poços e outorgas, além da interlocução com a Equatorial para garantir o fornecimento energético, estimado em 22,9 MW, já assegurado na primeira fase.
"Com a articulação da Investe Piauí, a gente está ampliando a parte de granja. Vamos chegar até o fim do ano a 500 mil ovos por dia", projeta o CEO. O grupo também integrou a Missão China 2025, promovida pelo Governo do Estado e operacionalizada pela Investe Piauí, ampliando sua visão estratégica internacional, com foco na abertura de mercados para exportação de grãos e importação de maquinários para fortalecer a operação irrigada.
Tecnologia e conectividade como diferencial competitivo
Outro diferencial competitivo é a conectividade. Em 2024, o grupo firmou parceria com a TIM para cobertura 4G em 100% da fazenda, em uma área superior a 20 mil hectares. A iniciativa conecta máquinas, sensores e pluviômetros, elevando substancialmente o nível de gestão e precisão no campo.
Na prática, o Grupo Canel está executando um playbook clássico de agronegócio de alta performance: integração vertical, intensificação produtiva via irrigação, industrialização local e uso de tecnologia para ganho de produtividade. O resultado é um ecossistema que transforma grãos em proteína, dados em eficiência e território em valor econômico sustentável para o Piauí.



