Os Estados Unidos mantêm há décadas um programa secreto que utiliza animais marinhos para fins militares. Conhecido oficialmente como Programa de Mamíferos Marinhos da Marinha dos EUA, o projeto existe há cerca de 60 anos, mas só foi revelado ao público em 1990. Inicialmente, diversas espécies foram testadas, incluindo tubarões, tartarugas e aves marinhas, mas apenas os golfinhos e os leões-marinhos demonstraram eficácia para esse tipo de trabalho.
Treinamento e capacidades dos animais
Esses animais são treinados pela marinha americana para realizar tarefas no mar, de forma semelhante ao uso de cães em operações terrestres. Eles ajudam a detectar objetos, localizar ameaças e recuperar equipamentos em portos e águas abertas. Imagens divulgadas pelo próprio Departamento de Guerra dos EUA mostram o treinamento desses animais, incluindo mergulhos profundos e o uso de equipamentos especializados para resgatar itens no fundo do mar.
Golfinhos: sonares naturais
Os golfinhos se destacam pela capacidade de usar sons para identificar submarinos e outros alvos submersos. Eles conseguem se comunicar sem serem detectados, o que os torna ideais para missões de vigilância. Sua ecolocalização é tão precisa que podem distinguir diferentes tipos de objetos e até mesmo detectar minas navais.
Leões-marinhos: recuperadores eficientes
Já os leões-marinhos são eficientes em recuperar objetos submersos, como torpedos de treinamento e equipamentos perdidos. Eles conseguem atuar em águas profundas ou turvas, onde a visibilidade é baixa, e podem mergulhar repetidamente sem fadiga excessiva.
Investimentos em tecnologia
O governo dos EUA afirma que, até o momento, nenhuma tecnologia consegue replicar o que os animais fazem. No entanto, a marinha está investindo em pesquisas para tentar substituí-los por drones e robôs subaquáticos no futuro. Enquanto isso, os golfinhos e leões-marinhos continuam sendo uma ferramenta valiosa para a segurança nacional.
Contexto internacional
O programa também gerou controvérsias ao longo dos anos, com grupos de direitos animais questionando o bem-estar dos mamíferos. A marinha, por sua vez, afirma que os animais são tratados com cuidado e que o treinamento é baseado em reforço positivo.



