Café da Chapada de Minas conquista selo de Indicação Geográfica e valoriza região
Os cafés produzidos na região da Chapada de Minas, composta por 22 municípios do Vale do Jequitinhonha, acabam de receber o prestigioso selo de Indicação Geográfica (IG), concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Este reconhecimento oficial destina-se a produtos característicos de um determinado local, atestando de forma inequívoca a reputação, o valor e a identidade única desses itens.
Segundo informações do Governo Federal, esses produtos agrícolas possuem uma qualidade considerada "única" devido a uma combinação singular de recursos naturais, incluindo solo, vegetação e clima específicos da região, aliados a um modo de produção tradicional e cuidadoso. A Chapada de Minas se tornou a oitava região cafeeira do Brasil a obter esta distinção, fruto de um trabalho iniciado em 2018 em parceria entre o Sebrae e o Instituto do Café da Chapada de Minas (ICCM).
Desenvolvimento técnico e impacto econômico
Desde o início dos esforços para conquistar a Indicação Geográfica, foram implementadas diversas iniciativas voltadas para o desenvolvimento técnico e gerencial dos produtores locais. Essas ações incluíram treinamentos especializados, capacitações contínuas, visitas técnicas a feiras do setor e participação em eventos relevantes. Além disso, foram promovidos os chamados Dias de Campo, que consistem em imersões em propriedades rurais consideradas modelos de boas práticas agrícolas.
O presidente do conselho deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva, enfatizou que "além do impacto econômico significativo, os cafés da Chapada de Minas ajudam a consolidar a identidade regional, impulsionam o desenvolvimento da produção e do comércio, garantem reconhecimento de mercado e aumentam a competitividade para os diversos produtores no cenário nacional e internacional". Ele acrescentou que a conquista da IG representa um reconhecimento justo ao trabalho árduo e ao empenho diário dos agricultores, que se dedicam incansavelmente a elevar os padrões de qualidade do café produzido na região.
Valorização da história e da dedicação dos produtores
A presidente do ICCM, Carmem Lídia Junqueira, destacou com entusiasmo que o selo de Indicação Geográfica serve como uma forma poderosa de valorizar a história rica, a dedicação incessante e o produto excepcional daqueles que se dedicam à cultura do café na Chapada de Minas. "É uma imensa alegria celebrarmos a inserção da Chapada de Minas no mapa do Brasil como uma região produtora reconhecida oficialmente", declarou.
Ela ressaltou ainda que "essa conquista é resultado de um trabalho árduo, construído com dedicação e perseverança ao longo dos anos", destacando o papel fundamental do Sebrae como um grande parceiro dos produtores da região. O apoio técnico, a orientação estratégica e a confiança no potencial local foram elementos decisivos para alcançar este marco histórico, segundo a presidente.
Números impressionantes e características únicas do café
A região da Chapada de Minas abrange municípios como Água Boa, Angelândia, Capelinha, Diamantina, Turmalina e Veredinha, entre outros. Neste território fértil, atuam aproximadamente 5,8 mil produtores rurais que colhem anualmente cerca de 400 mil sacas de café em uma área total de 30 mil hectares. A cafeicultura gera impressionantes 20 mil empregos diretos e indiretos na região, que possui uma população estimada em 362 mil habitantes, demonstrando a vital importância econômica e social desta atividade.
Quanto às características sensoriais dos cafés produzidos na Chapada de Minas, o Sebrae descreve bebidas com sabor doce e marcante, apresentando notas distintivas de chocolate e caramelo harmonizadas por delicadas nuances de frutas vermelhas. No aroma, esses cafés se destacam por sua intensidade e elegância, com um perfil amanteigado e uma presença frutada que se sobressai de maneira notável na xícara, oferecendo uma experiência gustativa verdadeiramente especial e reconhecida agora em nível nacional.



