Amapá intensifica barreiras fitossanitárias contra praga vassoura-de-bruxa em lavouras
O governo do Amapá está intensificando as ações de controle e prevenção contra a vassoura-de-bruxa, uma doença causada por fungo e considerada praga quarentenária. A situação é tão grave que já levou à decretação de emergência fitossanitária no estado, com o objetivo de conter o avanço desta ameaça às lavouras.
Alcance da praga e medidas de contenção
A praga já foi identificada em 10 dos 16 municípios do Amapá, o que demonstra a rapidez com que se espalha. Segundo a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro), equipes da Unidade de Sanidade Vegetal estão posicionadas em barreiras estratégicas, como a instalada no município de Cutias. Durante as abordagens, fiscais interceptam materiais vegetais que podem estar contaminados, incluindo folhas, hastes utilizadas para plantio e raízes com casca — mesmo quando não apresentam sintomas visíveis.
A vassoura-de-bruxa foi inicialmente diagnosticada em regiões com áreas indígenas e se espalhou principalmente pelo transporte de material vegetal infectado. A doença é considerada altamente destrutiva, provocando a morte da planta de cima para baixo e inviabilizando o cultivo nas áreas atingidas.
Ações de fiscalização e conscientização
As ações de fiscalização devem continuar com reforço das barreiras e campanhas de conscientização junto a produtores rurais e comunidades locais. O objetivo é evitar que a praga se espalhe ainda mais, protegendo a agricultura local e a economia do estado.
Iniciativas científicas para combater a praga
Paralelamente às medidas de contenção, o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas (Iepa) está desenvolvendo um estudo de clonagem in vitro de mudas de variedades já cultivadas no Amapá. Esta técnica permite:
- Recuperar plantas livres da praga
- Garantir maior produtividade
- Preservar a diversidade genética
- Manter características conhecidas pelos agricultores
A iniciativa melhora a raiz da mandioca, que passa a crescer mais forte e resistente à praga. Na prática, isso significa lavouras mais saudáveis, menor perda e uma alternativa concreta para conter o avanço da doença.
Com essas medidas combinadas — desde as barreiras fitossanitárias até as pesquisas científicas — o Amapá busca proteger suas lavouras e garantir a segurança alimentar e econômica do estado frente a esta ameaça fitossanitária.



