Desfalques de peso na seleção brasileira para a Copa do Mundo 2026
Além da dúvida sobre a presença de Neymar, o técnico Carlo Ancelotti tem um grande problema a resolver na seleção brasileira às vésperas da Copa do Mundo, que será realizada na América do Norte (Estados Unidos, Canadá e México) entre 11 de junho e 19 de julho. Na verdade, não um, mas três problemas de grande importância. Rodrygo, Éder Militão e Estevão certamente desfalcarão o time principal de Ancelotti, enquanto Raphinha e Alisson devem retornar antes da competição.
O problema com os três primeiros é que eles eram peças fundamentais no esquema do treinador italiano, que prefere um time dinâmico e forte no sistema defensivo. Do trio, Militão na zaga e Rodrygo no meio-campo tinham funções estratégicas. O primeiro por dar solidez à defesa e o segundo por ser essencial na distribuição das jogadas pelo meio. Já o jovem Estevão seria a cereja do bolo, a arma secreta, o trunfo na manga. Conhecido pelo ataque homem a homem, pelos dribles certeiros e pelo chute preciso, o garoto revelado nas categorias de base do Palmeiras deve ser a ausência mais sentida nos campos norte-americanos. Para todos, há reposições possíveis, mas nenhuma à altura dos titulares.
Éder Militão (Real Madrid) – fora da Copa
Desde a Copa do Mundo de 2022, Militão sofreu nove lesões e passou por sua terceira cirurgia nesta terça-feira, 28, devido à ruptura do tendão proximal do bíceps femoral da perna esquerda. A imprensa espanhola estima recuperação de cinco meses, portanto o jogador está fora do mundial e do final da temporada pelo Real Madrid. Militão era peça-chave no esquema tático de Carlo Ancelotti na seleção. Conhecido do treinador e de sua comissão técnica dos tempos de Real Madrid, o defensor atua como zagueiro e lateral-direito, sendo utilizado em ambas as funções pelo técnico italiano. Um substituto com características similares é Ibañez, do Al-Ahli. Convocado por Ancelotti pela primeira vez na data Fifa de março, o zagueiro de origem jogou pela lateral-direita contra França e Croácia. Danilo, do Flamengo, também pode atuar na função e é nome garantido pelo treinador entre os 26 convocados para o mundial. Wesley, da Roma, deve assumir a titularidade da posição com a ausência de Militão em esquemas mais ofensivos.
Rodrygo (Real Madrid) – fora da Copa
Outro ex-comandado de Ancelotti no Real Madrid, Rodrygo foi cortado ainda em março por conta da ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA). O jogador passou por cirurgia e ficará afastado dos campos de 8 a 11 meses. Sob o comando de Ancelotti, o atacante assumiu a camisa 10 atuando no quarteto titular de ataque pela esquerda, com seu companheiro de clube Vinícius Jr. Sua saída abre espaço para nomes como Gabriel Martinelli e João Pedro, convocados com frequência pelo técnico italiano. Os nomes de Lucas Paquetá e Neymar também são substitutos à altura para atuar mais recuados no meio-campo como camisa 10.
Estêvão (Chelsea) – tenta recuperação
O jornal The Athletic afirmou que a participação de Estêvão na Copa do Mundo é uma “séria dúvida” e improvável. Artilheiro do Brasil sob o comando de Ancelotti, Estêvão foi diagnosticado com uma lesão muscular na coxa direita de grau 4, com ruptura quase completa das fibras musculares. O Chelsea não divulgou o tempo de recuperação estimado, mas o grau da lesão exige de 8 a 12 semanas, ou até mais em caso de cirurgia, opção descartada a princípio. Há a possibilidade de um tratamento alternativo em Doha ou até mesmo retornar ao Brasil para ter mais contato com a equipe médica da seleção. Um possível substituto para a vaga do ex-Palmeiras é Endrick, do Lyon. O centroavante conhecido de Ancelotti dos tempos de Real Madrid também tem jogado pela direita no time francês e foi decisivo na última data Fifa, sofrendo um pênalti e dando uma assistência na partida contra a Croácia. Outro com características mais parecidas com as do jogador do Chelsea é Rayan. O atacante do Bournemouth se adaptou bem à Premier League e recebeu sua primeira convocação para a seleção canarinho em março.
Raphinha (Barcelona) – volta antes da Copa
O atacante do Barcelona se lesionou enquanto defendia a seleção brasileira na data Fifa de março. O jogador sofreu uma lesão no bíceps femoral na partida contra a França e ficou de fora do segundo jogo contra a Croácia. No último sábado, 25, ele esteve à disposição do técnico Hansi Flick para enfrentar o Getafe, mas foi preservado. Contra o Osasuna no dia 2, ele também estará disponível. Já na partida contra a França e depois na titularidade contra a Croácia, o atacante foi substituído por Luiz Henrique, do Zenit. Outros que podem ganhar espaço são Endrick e Rayan pelo lado direito.
Alisson (Liverpool) – volta antes da Copa
Titular da seleção brasileira nas últimas duas Copas do Mundo, Alisson continua sendo essencial para a pentacampeã. O goleiro do Liverpool segue em tratamento de uma lesão na parte posterior da coxa direita, sofrida no final de março, mas seu retorno é esperado ainda em maio. Alisson perdeu as últimas duas datas Fifa pela seleção brasileira por conta da lesão. Éderson, do Fenerbahçe, o substituiu em duas ocasiões, e Bento, do Al-Nassr, e Hugo Souza, do Corinthians, em um jogo cada.



