Piauí conquista destaque mundial com modelo pioneiro de democratização da terra
O estado do Piauí alcançou projeção internacional ao apresentar seu modelo inovador de democratização do acesso à terra durante a Segunda Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural (ICARRD+20), realizada em Cartagena, Colômbia. O Instituto de Terras do Piauí (Interpi) foi o único órgão estadual brasileiro convidado para o evento, representando o país ao lado do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Incra.
Transformação histórica na política fundiária piauiense
Entre os anos de 2023 e 2025, o Piauí viveu uma transformação significativa em sua política fundiária estadual. Os números impressionam:
- O número de comunidades tradicionais tituladas saltou de 15 para 50
- Mais de 10 mil famílias receberam títulos definitivos de terra
- As ações já alcançaram 197 dos 224 municípios piauienses
- Meta de cobertura integral até o final de 2026
Reconhecimento internacional e impacto social
Para Rodrigo Cavalcante, diretor-geral do Interpi, o reconhecimento internacional demonstra uma mudança de paradigma: "O Piauí deixou de ser apenas beneficiário de políticas fundiárias para se tornar referência. Estamos apresentando ao mundo um modelo que alia inclusão social, inovação tecnológica, segurança jurídica e desenvolvimento sustentável".
O avanço na regularização fundiária garante às famílias:
- Acesso a crédito e políticas públicas
- Redução significativa de conflitos agrários
- Fortalecimento da segurança jurídica no campo
- Condições para desenvolvimento rural sustentável
Tecnologia como diferencial estratégico
A experiência piauiense se destaca pela modernização tecnológica implementada no processo de regularização fundiária. O uso de ferramentas digitais e inteligência artificial permitiu:
- Abertura e acompanhamento remoto de processos
- Redução drástica da burocracia
- Ampliação da transparência nas operações
- Aumento da eficiência da gestão pública
Conferência internacional reúne 70 países
A ICARRD+20, que teve início em 24 de setembro e se estende até 28 de setembro, reúne representantes de mais de 70 países com o compromisso de discutir:
- Mecanismos para redistribuição justa da terra
- Construção da soberania alimentar
- Combate à fome e à crise climática
- Governança da terra em nível global
O evento marca os 20 anos da primeira conferência, realizada no Brasil em 2006, e destaca a experiência piauiense como modelo replicável dentro e fora do território brasileiro.



