Governo promete recorde no Plano Safra 2026/2027 com juros abaixo de 10%
Governo promete recorde no Plano Safra 2026/2027

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou neste domingo (26) que o governo federal pretende estabelecer um novo recorde no volume de recursos do Plano Safra 2026/2027, que será anunciado nas próximas semanas. Além disso, a meta é garantir taxas de juros abaixo dos 10%.

“O governo vem, ano após ano, apresentando volumes maiores, então há uma expectativa de que este ano seja ainda maior”, disse o ministro em entrevista ao g1 durante a cerimônia de abertura da Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola do país, realizada em Ribeirão Preto (SP) até sexta-feira (1º).

Plano Safra: o que é e como funciona

O Plano Safra é um programa do governo federal que oferece linhas de crédito com juros subsidiados para financiar as diferentes atividades da cadeia produtiva do agronegócio, desde o custeio da safra até novos investimentos. No ciclo 2025/2026, segundo o balanço mais recente do Ministério da Agricultura e Pecuária, já foram contratados R$ 404 bilhões entre julho de 2025 e março deste ano, o equivalente a 78% dos recursos disponibilizados.

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Recorde de recursos e taxas de juros

Sem adiantar valores, o ministro afirmou que o objetivo da União é superar os R$ 516,2 bilhões disponibilizados em 2025 para a agricultura empresarial no programa que financia a compra de máquinas e equipamentos agrícolas. Entidades do setor chegaram a solicitar ao governo R$ 670 bilhões para o novo ciclo.

Além disso, André de Paula destacou que o governo estuda meios de ofertar linhas de crédito com juros abaixo de 10%. Atualmente, as elevadas taxas são um dos pontos mais criticados pelo setor agropecuário e um dos principais obstáculos para investimentos no campo.

“Apenas renovei o compromisso que assumi quando tomei posse: vamos trabalhar muito internamente no governo, em todas as instâncias que deliberam sobre essa questão, para ter um Plano Safra com volume expressivo e muito cuidado com os juros, lutando para que tenhamos uma taxa de um dígito. Não posso antecipar algo que ainda não está formalmente pronto, mas estamos otimistas de que isso pode acontecer”, afirmou.

Diálogo com o setor e novas propostas

André de Paula, que assumiu o ministério há cerca de três semanas no lugar de Carlos Fávaro, também mencionou seu interesse em dialogar com outros setores em Brasília para aprovar um projeto de lei que modernize o seguro rural e uma proposta para renegociação de dívidas rurais no país.

“O setor agropecuário é pujante, e liderar as políticas públicas que o governo federal oferece para apoiá-lo é uma grande responsabilidade. Por isso, desde o primeiro momento, destaquei que, se for procurado no ministério, todos encontrarão um ministro de portas abertas”, disse.

Nova linha de crédito de R$ 10 bilhões

Durante a cerimônia de abertura da Agrishow, o vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou uma nova linha de crédito de R$ 10 bilhões para o financiamento de tratores, implementos e colheitadeiras. Os financiamentos poderão ser obtidos por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) ou de bancos parceiros.

“Voltado a tratores, implementos agrícolas, semeadeiras, plantadeiras, colheitadeiras e toda a parte agrícola. Será por meio de crédito da Finep, com juros de um dígito, e o financiamento será feito pela própria Finep ou por parceiros, como cooperativas e bancos. Isso vai ajudar muito a agricultura na sua mecanização e tecnificação”, afirmou Alckmin.

O ministro André de Paula também participou da cerimônia ao lado do vice-presidente, da ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli, e do presidente da Agrishow, João Carlos Marchesan.

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