Rioprevidência perde certificado e fica impedido de receber verbas federais
Rioprevidência perde certificado e não recebe verbas federais

Rioprevidência perde certificado e fica impedido de receber verbas federais

O Rioprevidência, fundo de aposentadorias dos servidores públicos do estado do Rio de Janeiro, está impedido de receber transferências voluntárias da União desde outubro do ano passado. A autarquia também não pode assinar convênios ou financiamentos com bancos federais devido à perda do Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP), documento essencial para essas operações.

Documentação pendente há anos

O órgão não apresentou a documentação necessária para renovar o certificado junto ao Ministério da Previdência Social, mantendo-se em situação irregular perante as exigências aplicáveis aos regimes próprios de previdência. Alguns dos documentos estão sendo solicitados há mais de uma década, mas apenas no final do ano passado o ministério decidiu tomar medidas concretas.

Em nota oficial, a pasta negou que a perda do CRP tenha qualquer relação com o caso Master, considerado o maior escândalo financeiro do país. No entanto, a irregularidade administrativa ocorre no contexto da gestão de Deivis Marcon Antunes, ex-presidente da autarquia preso recentemente por suspeita de obstrução às investigações.

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Conexão com o Banco Master

O Rioprevidência foi o fundo de pensão que mais aportou recursos no Banco Master, totalizando impressionantes R$ 970 milhões entre novembro de 2023 e julho de 2024. Segundo a Polícia Federal, essas operações financeiras "expuseram o patrimônio da autarquia a risco elevado e incompatível com a sua finalidade".

A corporação investiga possíveis irregularidades na aprovação dessas aplicações, incluindo os seguintes crimes:

  • Associação criminosa
  • Corrupção passiva
  • Gestão fraudulenta
  • Desvio de recursos
  • Induzir em erro repartição pública
  • Fraude à fiscalização ou ao investidor
  • Crimes contra o sistema financeiro nacional

Impacto na administração pública

A perda do certificado de regularidade previdenciária representa mais um capítulo problemático na administração do fundo de pensão fluminense. A situação não apenas bloqueia o acesso a recursos federais, mas também expõe fragilidades na gestão de um órgão responsável pela segurança financeira de milhares de servidores públicos aposentados e pensionistas.

Enquanto as investigações da Polícia Federal avançam sobre as conexões com o Banco Master, a autarquia permanece incapaz de regularizar sua situação perante o Ministério da Previdência Social, mantendo-se afastada dos mecanismos de financiamento e convênios com a União.

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