Ex-presidente Jair Bolsonaro tem previsão de alta hospitalar confirmada para sexta-feira
O ex-presidente Jair Bolsonaro deve receber alta hospitalar nesta sexta-feira, dia 27 de março, conforme informações divulgadas pelo hospital DF Star, onde ele está internado. A confirmação ocorreu nesta quinta-feira (26), após antecipação feita pelo médico do político na quarta-feira (25). O boletim médico oficial emitido pela unidade hospitalar na tarde desta quinta afirma que Bolsonaro apresenta boa evolução clínica e está sem sinais de infecção aguda no momento.
Condições médicas e período de observação
De acordo com o documento hospitalar, o ex-presidente deverá permanecer em vigilância clínica pelas próximas 24 horas, com a previsão de alta confirmada para o dia 27. "No momento encontra-se sem sinais de infecção aguda, com boa evolução clínica. Deverá permanecer em vigilância clínica pelas próximas 24 horas, com previsão de alta hospitalar no dia 27 de março", detalha o boletim oficial. Bolsonaro foi internado no dia 13 de março em um hospital particular de Brasília após passar mal na Papudinha, onde cumpria pena de prisão.
O diagnóstico inicial apontou pneumonia decorrente de uma broncoaspiração, condição que exigiu a permanência do ex-presidente por dez dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Na última segunda-feira (23), com a melhora clínica significativa, Bolsonaro teve alta da UTI e foi transferido para um quarto no Hospital DF Star. O médico Brasil Caiado, responsável pelo acompanhamento, explicou que a programação para a alta foi estabelecida considerando o término do ciclo de antibióticos.
Preparações para o retorno domiciliar
"Nós todos já estamos em uma programação de transição para casa. Como o antibiótico termina o ciclo amanhã [quinta-feira, 26], estamos com uma programação para alta para sexta-feira", afirmou Caiado na quarta-feira. "[Acabou] saindo do quadro agudo, nesta semana, de segunda-feira para cá. Ele também apresentou uma boa evolução. Estamos com programação do antibiótico até amanhã", completou o especialista. A alta hospitalar está prevista para ocorrer na transição entre a manhã e a tarde de sexta-feira.
O cardiologista Brasil Caiado destacou em entrevista que a casa do ex-presidente está sendo preparada pela família para recebê-lo após a alta. "O ambiente domiciliar está em preparação pela família, porque a decisão foi bastante recente. Para que nós tivéssemos a redução de riscos para ele no ambiente residencial. Normalmente, em casa e no hospital você dificilmente terá a mesma estrutura", explicou o médico. Entre as adaptações realizadas está a instalação de uma cama mais adequada para tratar o problema de refluxo que afeta Bolsonaro.
Contexto da prisão domiciliar e histórico de saúde
A informação sobre a programação de alta foi divulgada um dia após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), conceder prisão domiciliar humanitária pelo prazo de 90 dias para Jair Bolsonaro. A decisão atendeu parcialmente a um pedido da defesa do político do PL e foi tomada em razão das condições de saúde do ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por golpe de Estado.
Esta não é a primeira vez que Bolsonaro passa mal desde que foi preso. Em setembro do ano passado, durante período de prisão domiciliar, ele precisou de atendimento médico após apresentar quadro de vômitos, tontura e queda da pressão arterial. Já em janeiro deste ano, quando estava detido na Superintendência da Polícia Federal, o ex-presidente precisou ser internado depois de passar mal e bater a cabeça em um móvel da cela. No mesmo mês, Bolsonaro foi transferido para a Papudinha, unidade que conta com apoio de fisioterapia, médicos 24 horas, barra de apoio na cama e cozinha.
O médico Brasil Caiado ressaltou que, embora o ambiente domiciliar seja "humanamente mais saudável", o ex-presidente precisará continuar com acompanhamento médico regular após a alta hospitalar. A evolução clínica positiva registrada nas últimas semanas tem sido fundamental para a programação da liberação, que marca um novo capítulo no tratamento de saúde do ex-presidente.



