Mogi das Cruzes cai no ranking de saneamento; Suzano lidera no Alto Tietê
Mogi cai em ranking de saneamento; Suzano lidera Alto Tietê

Mogi das Cruzes despenca no ranking nacional de saneamento básico

Mogi das Cruzes registrou uma queda significativa no Ranking do Saneamento Básico 2026, divulgado pelo Instituto Trata Brasil nesta quarta-feira (18). A cidade caiu do 60º para o 67º lugar, uma perda de sete posições, tornando-se a única do Alto Tietê a piorar sua classificação neste ano. Em contraste, Suzano emergiu como o município da região com a melhor performance, escalando sete posições para alcançar o 28º lugar. Itaquaquecetuba também apresentou avanço, subindo da 58ª para a 54ª posição.

Metodologia e metas nacionais

O ranking considera exclusivamente os 100 municípios mais populosos do Brasil, o que explica a presença limitada das três cidades do Alto Tietê. O levantamento utiliza como base os indicadores do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) de 2024, publicados pelo Ministério das Cidades. O ministério estabelece metas ambiciosas: até 2033, 99% da população deve ter acesso à água tratada e 90% à coleta e tratamento de esgoto. Entre as cidades analisadas, Itaquaquecetuba é a única que já atinge uma dessas metas, com 100% de atendimento de água.

Desempenho detalhado das cidades

Mogi das Cruzes (67º lugar) foi a pior classificada do Alto Tietê. Seus indicadores incluem atendimento de água em 92,25%, atendimento de esgoto em 82,99%, tratamento de esgoto em 62,21%, perdas na distribuição de 47,34% e investimento médio por pessoa de R$ 58,63. A prefeitura local contestou os dados, afirmando que os índices atuais são de 95% para água, 85% para coleta de esgoto e 66% para tratamento. Além disso, a administração pública destacou um investimento total de R$ 404,5 milhões em saneamento básico, com R$ 166,5 milhões provenientes do município e R$ 238 milhões do programa Renasce Tietê, do Governo do Estado de São Paulo. Sete obras estão em andamento e cinco estão previstas para 2026.

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Itaquaquecetuba (54º lugar) se destaca por atingir 100% de atendimento de água, mas enfrenta desafios no tratamento de esgoto, com apenas 19,39%, o décimo pior índice do ranking. Seus outros indicadores são atendimento de esgoto em 80,35%, perdas na distribuição de 29,36% e investimento médio por pessoa de R$ 213,62. A Sabesp informou que investiu R$ 28 milhões em 2024 e R$ 435,6 milhões em 2025 na cidade.

Suzano (28º lugar) lidera a região com os melhores números: atendimento de água em 99,4%, atendimento de esgoto em 94,37%, tratamento de esgoto em 52,87%, perdas na distribuição de apenas 1,27% (a menor entre os 100 municípios) e investimento médio por pessoa de R$ 123,63. A Sabesp investiu R$ 34,5 milhões em 2024 e R$ 158 milhões em 2025. A prefeitura, em parceria com a Sabesp, anunciou um investimento de R$ 598 milhões até 2029 para universalizar a coleta e tratamento de esgoto.

Posicionamento da Sabesp

Em nota, a Sabesp enfatizou que os dados do ranking referem-se a 2024 e que, desde a desestatização em julho de 2024, os investimentos em tratamento de esgoto na Região Metropolitana de São Paulo triplicaram. A companhia direciona cerca de 70% de seus investimentos para superar problemas históricos de saneamento, com a meta de aumentar em 7% ao ano o índice de tratamento de esgoto. A Sabesp afirmou que essas ações visam antecipar a universalização do saneamento básico para 2029, quatro anos antes da meta nacional.

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