Paralisação de balsas afeta rotina e economia de Morada Nova de Minas
Balsas paradas prejudicam rotina em Morada Nova de Minas

Paralisia fluvial: suspensão de balsas impacta rotina e economia em Morada Nova de Minas

O transporte por balsas em Morada Nova de Minas está completamente paralisado desde segunda-feira (23), causando transtornos significativos para a população local. A interrupção ocorreu devido ao vencimento das liberações provisórias de operação emitidas pela Marinha do Brasil para a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), responsável pelo serviço de travessia fluvial.

Impacto direto na vida dos moradores

Segundo relatos de moradores que entraram em contato com o g1, a situação tem gerado prejuízos financeiros e operacionais para a comunidade. A comerciante Fernanda Souza destacou a dependência quase total da cidade das travessias fluviais para atividades essenciais. "Nossa cidade depende quase totalmente de travessias fluviais para trabalho, comércio, saúde e transporte de mercadorias", afirmou.

A moradora detalhou ainda os problemas específicos enfrentados: "Onde moro tem gente precisa ir direto fazer fisioterapia, meus filhos tenho que levar para escola, comércio parado, tudo abandonado". O testemunho ilustra como a paralisação afeta desde tratamentos médicos até a educação e atividades comerciais.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Posicionamento das autoridades

Em nota oficial, a Codevasf explicou que a paralisação temporária das embarcações Guarujá, Chico Coelho e Maria Raquel/Dona Miquita decorre exclusivamente do vencimento das liberações provisórias emitidas pela Marinha do Brasil. A Companhia aguarda a realização de vistoria técnica obrigatória, de competência exclusiva da Marinha, para obter as certificações definitivas.

A Codevasf afirmou que as balsas receberam serviços de manutenção e estão aptas para operação, mas destacou que, por razões de conformidade e segurança, nenhuma embarcação operará sem a documentação regular. A paralisação temporária foi comunicada à Prefeitura Municipal de Morada Nova de Minas para que a população fosse informada antecipadamente.

Versão da Marinha do Brasil

A Marinha do Brasil, por sua vez, emitiu nota esclarecendo que acompanha a situação através da Capitania Fluvial de Minas Gerais (CFMG). O órgão verificou que as embarcações em questão encontram-se com certificação estatutária vencida, situação que deve ser regularizada para a continuidade segura da operação, conforme previsto na Lei nº 9.537/1997 (LESTA).

A Marinha ressaltou que a retirada das embarcações de tráfego ocorreu por iniciativa da própria Codevasf, responsável pelas embarcações, como medida preventiva de segurança, até a completa regularização da documentação. A Autoridade Marítima mantém acompanhamento do caso e permanece à disposição para as providências cabíveis no âmbito da segurança da navegação.

Esforços para normalização

A Codevasf informou que tem mantido diálogo com a Marinha do Brasil com o objetivo de que a vistoria técnica e a retomada da operação das embarcações ocorram ainda nesta semana. No entanto, a vistoria ainda não ocorreu em razão de indisponibilidade de equipe da Autoridade Marítima.

A situação expõe a vulnerabilidade de comunidades que dependem essencialmente de transporte fluvial para suas atividades diárias. Enquanto as autoridades buscam resolver a questão burocrática, os moradores de Morada Nova de Minas enfrentam dificuldades práticas que afetam desde o acesso a serviços de saúde até a movimentação econômica local.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar