Jornalista australiana pede desculpas após transmissão embriagada nos Jogos Olímpicos de Inverno
Uma jornalista australiana causou polêmica ao participar de uma transmissão ao vivo dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina sob o efeito de bebidas alcoólicas. Danika Mason, de 31 anos, repórter do Channel Nine, pediu desculpas publicamente nesta quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026, após seu desempenho desconexo viralizar nas redes sociais.
Transmissão com comentários balbuciantes e assuntos aleatórios
Durante a cobertura nos Alpes italianos na quarta-feira, Mason apareceu com discurso difuso, misturando comentários sobre o preço do café na Itália com menções a iguanas nos Estados Unidos. Seus colegas no estúdio ficaram visivelmente perplexos, com um deles tentando justificar a situação ao atribuir as dificuldades às baixas temperaturas da região.
"Quero pedir desculpas", declarou a jornalista em seu mea-culpa. "Estou um pouco envergonhada. Avaliei completamente mal a situação. Eu não deveria ter tomado uma taça, sobretudo nessas condições: está frio, estamos na altitude e não ter jantado certamente não ajudou. Mas assumo toda a responsabilidade."
Reações de colegas e até do primeiro-ministro australiano
Karl Stefanovic, apresentador renomado na Austrália, respondeu com apoio: "Não se preocupe. Vamos seguir em frente. Você é uma lenda". O primeiro-ministro Anthony Albanese também se pronunciou, afirmando que era "a favor de Danika" e que "não havia nada de errado nisso", em declarações que geraram debates sobre os limites do comportamento profissional em coberturas esportivas internacionais.
O incidente ocorreu durante uma das transmissões mais aguardadas dos Jogos Olímpicos de Inverno, levantando questões sobre:
- Protocolos de conduta para jornalistas em eventos esportivos globais
- O impacto do álcool em ambientes de trabalho de alta pressão
- A responsabilidade das emissoras em monitorar o estado de seus correspondentes
- Como as redes sociais amplificam rapidamente falhas profissionais
Mason reconheceu que havia "tomado uma taça" antes da participação ao vivo, um erro que ela mesma classificou como "decisão equivocada" em um ambiente profissional de prestígio como as Olimpíadas. O vídeo da transmissão problemática continuava a circular amplamente nas plataformas digitais, alimentando discussões sobre ética jornalística e a pressão enfrentada por repórteres em coberturas internacionais extensas.



