Deepak Chopra manteve relação próxima com Epstein e convidou 'garotas' em viagens
Deepak Chopra e Epstein: relação próxima e convite para 'garotas'

Deepak Chopra manteve relação próxima com Epstein e o convidou a levar 'suas garotas' em viagens

Arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelam uma troca frequente de e-mails e mensagens entre o guru do bem-estar Deepak Chopra e o financista Jeffrey Epstein. As informações contradizem declarações recentes de Chopra, que afirmou ter tido contato "limitado" com Epstein e nunca estar envolvido em conduta criminosa.

Contato regular e encontros presenciais

As mensagens obtidas do acervo conhecido como "Epstein Library" mostram que Chopra e Epstein mantiveram contato regular entre 2016 e 2019, ano em que Epstein foi preso sob acusações federais de tráfico sexual de menores. Os dois organizaram encontros presenciais em Nova York, na Flórida e em Paris, onde Epstein mantinha residências.

Chopra, médico formado na Índia que vive nos EUA há mais de cinco décadas, construiu carreira como autor de best-sellers sobre espiritualidade, saúde e física quântica. Em várias mensagens, o escritor demonstrou proximidade, encerrando e-mails com expressões afetuosas e agradecendo pela amizade.

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Convite polêmico e comentários sexualizados

Em 2017, ao convidar Epstein para uma viagem a Israel e para um workshop na Suíça, Chopra sugeriu que ele levasse "suas garotas". Não está claro a quem se referiam nem se o convite foi aceito. Em outras trocas, os dois fizeram comentários de teor sexualizado sobre mulheres adultas, além de referências a "garotas" cujo contexto e idade não são especificados nos documentos.

A simples menção de um nome nos arquivos não implica envolvimento em crime, segundo as autoridades. Procurado, Chopra respondeu apenas: "Nenhuma má conduta." Em publicação na rede social X, ele afirmou estar "profundamente entristecido com o sofrimento das vítimas" e reconheceu que trocas de e-mails do passado "refletem julgamento ruim no tom".

Apoio financeiro e projetos de negócios

Os arquivos também mostram que Epstein discutiu possíveis projetos de negócios com Chopra e ofereceu apoio financeiro a iniciativas ligadas ao escritor. Em 2017, a Fundação Chopra recebeu US$ 50 mil de uma entidade associada a Epstein para pesquisas científicas. Epstein também se dispôs a apresentar o aplicativo de bem-estar Jiyo, cofundado por Chopra, a executivos do setor de seguros.

Não há indicação de que tais iniciativas tenham avançado. As mensagens revelam ainda menções a figuras públicas e políticas. Após a eleição presidencial de 2016, Chopra afirmou estar "arrasado" com a vitória de Donald Trump. Em outro momento, comentou que Ivanka Trump havia participado de uma sessão de meditação sua naquele ano.

Rede de influência e repercussões

As revelações reforçam como Epstein, mesmo após sua condenação em 2008, manteve conexões com empresários, acadêmicos, artistas e líderes políticos. Desde a divulgação dos arquivos, diversas figuras públicas têm buscado minimizar a proximidade que tiveram com ele.

No caso de Chopra, o conteúdo das mensagens sugere uma relação constante e cordial ao longo de pelo menos três anos. Ele sustenta que jamais participou de qualquer atividade ilegal. A investigação sobre o alcance das conexões de Epstein continua a gerar repercussões no meio político, empresarial e cultural dos Estados Unidos.

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