Edilson Capetinha abre o jogo sobre polêmicas recentes e futuro profissional
Em entrevista exclusiva à coluna GENTE, o ex-jogador e pentacampeão mundial Edilson Capetinha falou abertamente sobre os acontecimentos que marcaram suas últimas semanas. O atleta, que foi expulso do BBB26 após uma discussão com outro participante, compartilhou sua visão sobre o ocorrido, seus planos profissionais e ainda opinou sobre questões do futebol brasileiro.
A polêmica expulsão do BBB26
Capetinha foi um dos participantes desclassificados da vigésima sexta edição do Big Brother Brasil após cometer o que a produção classificou como "falta grave". O ex-jogador revelou detalhes do incidente que resultou em sua saída imediata do reality show.
"Estava ali de coração e não tinha a maldade de ter assistido a outras edições, de ter estudado o jogo, nada", afirmou Capetinha. "O que aconteceu nem era para expulsão. Foi uma discussão, eu botei o dedo no rosto dele e acabei sendo expulso por uma coisa assim. Para mim não era para tanto."
O ex-atleta explicou que a discussão começou quando foi chamado de "fuleiro" pelo colega de confinamento. "Ele me chamou de fuleiro, e na Bahia você chama a pessoa de qualquer coisa, mas não chama de fuleiro, é uma palavra muito ruim", relatou. "Acabou a discussão eu empurrando o rosto dele, não fiz nada demais. Achei que não fosse dar em nada, até porque todo mundo viu que não foi uma agressão."
Capetinha destacou que sai do programa de cabeça erguida: "Meu jogo foi limpo, honesto. Aquele episódio não representa o que fiz durante o mês dentro da casa, foi um fato isolado."
Relacionamentos dentro e fora da casa
Sobre seus relacionamentos com outros participantes, o ex-jogador mostrou maturidade ao afirmar que não guarda rancor. "Já sou um cara maduro demais. Esse tipo de rancor, de mágoa, não deve ser levado de coração, aqui do lado de fora é totalmente diferente", disse.
Quando questionado sobre Ana Paula, participante que gerou polêmicas no programa, Capetinha foi diplomático: "Dentro da casa, sempre achei ela uma boa jogadora, de um potencial enorme. Discordava de algumas coisas, da maneira que ela agia lá dentro, mas ela vem se comportando."
O ex-atleta revelou que manterá contato com alguns colegas após o programa: "Ainda falo com a Maxiane, Sarah, Brígido e P.A. Independentemente do jogo, sempre fui um profissional do futebol e levo isso comigo. Aprendi que o que acontece no campo, fica ali."
Futuro na TV Globo e cobertura da Copa
Sobre seu contrato com a TV Globo e possíveis convites para cobrir eventos esportivos, Capetinha foi cauteloso: "Eu tenho um contrato com a Globo, a gente fica dependente. Lógico que tenho um perfil, experiência para isso, já trabalhei de apresentador e comentarista em outras emissoras. Estou à disposição para novos projetos."
O pentacampeão mundial revelou que já recebeu convites para participar da cobertura da Copa, mas aguarda posicionamento da emissora: "Já recebi vários convites para estar na Copa, até da própria CBF, sou pentacampeão mundial. Só que nesse momento preciso esperar para ver o que a Globo vai definir, para eu poder saber o que é que vou fazer."
Questionado especificamente sobre convites da Globo, foi direto: "Não, ainda não. Acho que o pessoal está muito com a cabeça no BBB, acho que quando acabar a Globo vai se posicionar em relação a isso."
Opinião sobre a Seleção Brasileira e Neymar
Capetinha também comentou sobre a recente convocação do técnico Carlo Ancelotti para os amistosos contra Croácia e França, mostrando respeito pela decisão do experiente treinador.
"Sempre fui convocado para a Seleção, e eu acho que, para você estar ali, é porque tem mérito", afirmou. "Não vou tirar o mérito de ninguém. Para chegar em uma Seleção brasileira, tem que trabalhar e se dedicar muito. Tem que respeitar a opinião de quem está lá dentro, do profissional que é experiente. E o Ancelotti é vivido, um senhor de idade de muita experiência dentro do futebol. Ele sabe o que está fazendo."
Sobre a ausência de Neymar na convocação, o ex-jogador deu sua opinião: "Pela experiência dele, ele (Ancelotti) deve ter montado uma estratégia de mexer com o brilho do Neymar. De repente, mexer naquilo que machuca ele, fazer ele voltar para o jogo."
Capetinha defendeu a convocação do astro: "Na minha modesta opinião, ele deve ser convocado sim. Acho que, independentemente de ele estar 100% hoje ou não, pela experiência que tem e pela representatividade para o futebol, no seu emocionar, a esperança do Neymar para o povo brasileiro é maior. Eu levaria o Neymar."
Possível carreira como treinador e homenagem do Corinthians
Questionado sobre a possibilidade de treinar o Corinthians, time pelo qual tem grande carinho, Capetinha revelou estar preparado para essa nova jornada.
"Já fiz todos os cursos necessários para ser treinador e estar habilitado", afirmou. "Hoje em dia, se quiser treinar qualquer time, eu posso. Nunca enfrentei essa jornada, mas tenho experiência. Sou um cara vivido e posso montar uma comissão técnica muito bacana."
O ex-jogador também falou sobre sua relação com o presidente do Corinthians, Osmár Stabile: "Eu e o presidente somos melhores amigos. Ele me convidou para ser chefe da delegação contra o Santos, no último domingo, 15. Não fui, porque já tinha um compromisso."
Capetinha revelou que será homenageado pelo clube: "Ele vai fazer uma homenagem para mim no jogo contra o Flamengo, porque teve aquela história com o Babu. Domingo, 22, provavelmente, vou entrar com a taça dessa competição no estádio. Vai ser uma homenagem muito legal."
Ao final da entrevista, o pentacampeão mundial demonstrou otimismo sobre novas oportunidades: "Agora você me deu uma florada, abriu mais uma porta para mim", concluiu com bom humor.



