Anna Wintour demonstra humor sobre sua representação cinematográfica em cerimônia do Oscar
A icônica editora-chefe da revista Vogue, Anna Wintour, conhecida mundialmente por sua influência no universo da moda e por sua personalidade reservada, surpreendeu o público durante a entrega do Oscar ao participar de um momento leve e bem-humorado. Aos 76 anos, Wintour apresentou os prêmios de melhor figurino e melhor cabelo e maquiagem ao lado da atriz Anne Hathaway, que interpretou sua assistente no filme O Diabo Veste Prada, lançado há vinte anos.
Interação ensaiada revela lado descontraído da 'papisa da moda'
Durante a apresentação, Anne Hathaway, em tom provocativo, perguntou: "Só por curiosidade, o que achou do meu vestido?". Anna Wintour, mantendo sua postura característica com óculos escuros que escondiam qualquer expressão, ignorou solenemente a questão e prosseguiu com a leitura dos indicados. Em seguida, ela completou a piada ao dizer: "Obrigada, Emily", confundindo deliberadamente o nome da personagem de Hathaway, Andy Sachs, com o de outra assistente vivida por Emily Blunt no filme.
Esse momento, apesar de aparentemente espontâneo, foi cuidadosamente ensaiado, conforme revelado por fontes próximas à produção. A sequência humorística ocorreu às vésperas do lançamento nos cinemas da continuação do filme, aumentando a expectativa do público e gerando ampla repercussão nas redes sociais e na mídia especializada.
Contexto histórico e impacto cultural do filme
O Diabo Veste Prada, baseado no livro homônimo de Lauren Weisberger, tornou-se um fenômeno cultural ao retratar a vida nos bastidores da indústria da moda, com Meryl Streep no papel da temida editora Miranda Priestly, inspirada em Anna Wintour. Por duas décadas, Wintour manteve uma postura distante em relação à obra, que a descrevia como uma figura implacável e exigente.
A participação de Anna Wintour no Oscar, portanto, marca uma virada significativa, demonstrando sua capacidade de rir da própria imagem e engajar-se com a narrativa que a consagrou no imaginário popular. Especialistas em comunicação destacam que a estratégia contribui para humanizar a editora, aproximando-a do público e revitalizando o interesse pela franquia cinematográfica.
O evento contou com cobertura detalhada de repórteres como Giovanna Fraguito e Nara Boechat, consolidando-se como um dos momentos mais comentados da noite de premiação. A edição da revista VEJA de 20 de março de 2026, número 2987, também dedicou espaço ao assunto, reforçando a relevância do acontecimento no cenário do entretenimento internacional.



