Lei homenageia Zezé Garcia, embaixador do samba, em Juiz de Fora
Lei homenageia Zezé Garcia, embaixador do samba em Juiz de Fora

Lei sancionada homenageia Zezé Garcia como embaixador do samba em Juiz de Fora

Foi sancionada nesta semana a Lei nº 15.348, que denomina oficialmente os espaços públicos destinados aos desfiles das escolas de samba e às manifestações culturais do carnaval em Juiz de Fora como Passarela do Samba José Francisco Garcia – Zezé Garcia. A medida representa uma homenagem permanente ao carnavalesco José Francisco Garcia, amplamente reconhecido como embaixador do samba na cidade mineira.

Projeto de lei e alcance da homenagem

A lei é fruto de um projeto de autoria da vereadora Kátia Franco (PSB), que foi aprovado pela Câmara Municipal e posteriormente sancionado pela prefeita Margarida Salomão (PT). De acordo com o texto legal, a homenagem não se limita a um endereço físico específico, mas se aplica a qualquer espaço público designado pelo Poder Executivo municipal para a realização de desfiles, seja em caráter permanente ou temporário.

Além disso, a denominação também será atribuída a qualquer local que venha a ser escolhido no futuro para sediar oficialmente as festividades carnavalescas da cidade. A lei estabelece ainda que o nome de Zezé Garcia constará em todos os documentos oficiais, programações e divulgações relacionadas ao carnaval de Juiz de Fora, garantindo que sua memória seja perpetuada nas celebrações.

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Trajetória e legado de Zezé Garcia

José Francisco Garcia, conhecido carinhosamente como Zezé Garcia, nasceu em 19 de março de 1935 e faleceu em 2024, aos 86 anos. Ele foi uma das figuras mais emblemáticas do carnaval mineiro, com uma trajetória que une a tradição de Juiz de Fora ao brilho da Sapucaí, no Rio de Janeiro.

Em 1966, Zezé marcou época ao desfilar como baiana pela Turunas do Riachuelo, no primeiro concurso oficial de escolas de samba de Juiz de Fora. Ao se mudar para o Rio de Janeiro, apaixonou-se pela Mangueira e, desde 1985, era presença cativa desfilando na Ala Moana. Sua contribuição deixou marcas indeléveis na história da 'Verde e Rosa' e das agremiações de Juiz de Fora, consolidando-o como um dos guardiões da memória do samba na região.

A homenagem por meio da lei municipal reconhece não apenas sua paixão pelo carnaval, mas também seu papel fundamental na preservação e promoção da cultura do samba, que continua a vibrar nas ruas de Juiz de Fora a cada ano.

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