Dudu Azevedo interpreta Jesus na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém em temporada histórica
Dudu Azevedo é Jesus na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém

Dudu Azevedo volta a interpretar Jesus na histórica Paixão de Cristo de Nova Jerusalém

O ator Dudu Azevedo será novamente Jesus Cristo na 57ª temporada da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, considerado o maior espetáculo ao ar livre do mundo. As apresentações acontecerão entre os dias 28 de março e 4 de abril no distrito de Fazenda Nova, em Brejo da Madre de Deus, interior de Pernambuco, atraindo milhares de turistas para assistir à encenação da morte e ressurreição de Cristo.

Origens e evolução do espetáculo monumental

A Paixão de Cristo tem suas raízes nas apresentações do "Drama do Calvário", realizadas nas ruas de Fazenda Nova entre 1951 e 1962. A iniciativa partiu do comerciante e líder político local Epaminondas Mendonça, com o objetivo claro de atrair turistas e movimentar a economia da região. As primeiras encenações conseguiram atrair atores e técnicos do Recife, fazendo com que o evento ganhasse notoriedade em todo o estado de Pernambuco.

A 57ª temporada celebra especialmente o centenário de nascimento de Plínio Pacheco, jornalista e genro de Epaminondas Mendonça, que chegou ao distrito em 1956 com a ambiciosa missão de construir um teatro que fosse uma réplica fiel da cidade de Jerusalém. Seu plano se concretizou em 1968, quando foi realizado o primeiro espetáculo no novo espaço monumental.

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A cidade-teatro: uma obra arquitetônica impressionante

A cidade-teatro de Nova Jerusalém é uma verdadeira maravilha arquitetônica, com muralhas de quatro metros de altura e setenta torres de sete metros. No interior, o espaço conta com nove palcos-plateias que reproduzem cenários que vão desde ambientes naturais até palácios imponentes, como o Templo de Jerusalém. Todas essas obras monumentais foram concebidas por diversos arquitetos e cenógrafos nordestinos talentosos.

O primeiro ator a interpretar Jesus na cidade-teatro foi Luiz Mendonça. De 1969 a 1977, o papel ficou com Carlos Reis, que atualmente é o diretor do espetáculo. José Pimentel assumiu o personagem até 1996, seguido por Fábio Assunção nos dois anos subsequentes. Agora, Dudu Azevedo retorna ao papel pela segunda vez em sua carreira, demonstrando a importância dessa representação na trajetória artística brasileira.

Elenco estelar e novidades para 2026

O elenco da temporada atual é verdadeiramente estelar, contando com nomes consagrados como Beth Goulart, Marcelo Serrado e Carlo Porto. Todos devem chegar ao estado de Pernambuco no próximo domingo, dia 22, para os preparativos finais. A Sociedade Teatral de Fazenda Nova (STFN) já divulgou um vídeo que mostra como será a nova cena final do espetáculo na temporada de 2026.

Pela primeira vez na história do evento, o personagem de Jesus aparecerá ascendendo ao céu até desaparecer completamente entre as nuvens, em uma subida ainda mais grandiosa e impactante do que as realizadas nos anos anteriores. Essa cena promete emocionar profundamente o público presente.

O percurso emocionante do espetáculo

Ao longo do espetáculo, o público tem a oportunidade única de caminhar entre os diversos cenários que mudam a cada cena, criando uma experiência imersiva incomparável:

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  1. O Sermão: O espetáculo começa com os profetas anunciando a vinda do Messias. Jesus é tentado no deserto e prega o Sermão da Montanha.
  2. Templo de Jerusalém: Jesus expulsa os vendedores do Templo e debate com os fariseus. É onde o Sinédrio decide condená-lo.
  3. O Cenáculo: Representa a Última Ceia, momento em que Jesus se despede dos doze apóstolos.
  4. O Horto: Mostra a agonia de Jesus no Horto das Oliveiras e a traição de Judas.
  5. Palácio de Herodes: Retrata o bacanal da corte e o desprezo de Herodes Antipas por Cristo.
  6. Fórum Romano: Jesus é açoitado e condenado à morte diante de Pôncio Pilatos.
  7. A Via Sacra: Durante o caminho até o calvário, ocorre o comovente encontro de Jesus com sua mãe.
  8. O Calvário: Retrata o ponto alto do sofrimento: a crucificação e morte de Jesus.
  9. O Sepulcro: A encenação termina com o sepultamento, ressurreição e ascensão aos céus.

Esta temporada histórica não apenas celebra 57 anos de tradição, mas também homenageia os visionários que transformaram uma pequena localidade do interior pernambucano em um dos destinos culturais e religiosos mais importantes do Brasil.