Zagueiro do Bragantino pede desculpas por fala machista contra árbitra Daiane Muniz
Gustavo Marques, zagueiro do Red Bull Bragantino, se manifestou nas redes sociais após uma declaração machista feita ao final da derrota por 2 a 1 para o São Paulo, no sábado (21), pelas quartas de final do Paulistão. O jogador voltou a pedir desculpas pelo ocorrido e afirmou que estava "de cabeça quente" no momento da entrevista.
Declaração polêmica e pedido de desculpas
Ao reclamar da arbitragem, Gustavo Marques afirmou que uma mulher não deveria apitar um jogo envolvendo grandes times. A partida foi comandada pela árbitra Daiane Muniz, que é reconhecida por sua qualidade técnica e caráter. Em seu perfil no Instagram, o zagueiro disse: "Estava de cabeça quente e muito frustrado pelo resultado da nossa equipe e acabei falando o que não deveria e poderia. Isso não justifica minha atitude e peço desculpas a todas mulheres e em especial a Daiane".
Ele acrescentou que espera sair desse episódio como uma pessoa melhor e prometeu aprender com o erro, reconhecendo a "infelicidade da declaração". Segundo informações, Daiane Muniz aceitou o pedido de desculpas do jogador, mas pediu que ele revisse suas falas e tomasse mais cuidado, destacando que mesmo em momentos de frustração, tais comentários não são justificáveis.
Posicionamento do clube e da Federação Paulista
O Red Bull Bragantino emitiu uma nota oficial repudiando a fala machista de seu atleta. O clube afirmou: "Não compactua e repudia a fala machista. Sabemos que o peso de uma eliminação é frustrante, mas nada justifica o que foi dito. Seja no futebol ou em qualquer meio da sociedade". A instituição informou que estudará nos próximos dias a punição a ser aplicada a Gustavo Marques.
A Federação Paulista de Futebol (FPF) também se pronunciou, expressando profunda indignação e revolta com as declarações do zagueiro. Em comunicado, a FPF descreveu a fala como "primitiva, machista, preconceituosa e misógina", incompatível com os valores do esporte e da sociedade. A federação destacou seu orgulho em contar com 36 árbitras e assistentes em seu quadro e reforçou o apoio total a Daiane Muniz e a todas as mulheres no futebol.
Encaminhamento à Justiça Desportiva
A FPF anunciou que encaminhará o caso ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) para que sejam tomadas as providências cabíveis. A federação enfatizou seu compromisso em garantir que o futebol seja um ambiente seguro e justo para todas as mulheres, trabalhando ativamente para aumentar a participação feminina na arbitragem e em outras áreas do esporte.
Este incidente levanta questões importantes sobre machismo e preconceito no futebol, destacando a necessidade de educação e conscientização contínuas para promover a igualdade de gênero no esporte e além.



