Polícia Civil do Distrito Federal amplia investigação sobre mortes suspeitas no Hospital Anchieta
A Polícia Civil do Distrito Federal deu um passo significativo na apuração das mortes ocorridas no Hospital Anchieta, localizado em Taguatinga. Foram abertos seis novos inquéritos para investigar outras fatalidades suspeitas, elevando para treze o total de casos em análise. As investigações se concentram em eventos ocorridos entre novembro e dezembro de 2025, quando três pacientes da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) faleceram após receberem injeções letais.
Ministério Público detalha motivações dos crimes
O Ministério Público do Distrito Federal apresentou uma denúncia à Justiça, apontando duas possíveis motivações para os homicídios cometidos de forma proposital. Segundo o órgão, as vítimas – que estavam na UTI – apresentavam sobrepeso e exigiam cuidados médicos mais intensivos. A denúncia, já protocolada e aceita, transformou três técnicos de enfermagem em réus por homicídios triplamente qualificados, com os documentos mantidos em sigilo judicial.
Detalhes das investigações e desafios na apuração
Dos treze casos sob investigação, sete já eram acompanhados pela Delegacia de Homicídios do DF. Os seis inquéritos recém-abertos ficarão sob responsabilidade da 12ª DP (Taguatinga), que cobre a região do hospital. A polícia possui os prontuários dos pacientes e as escalas médicas da UTI, que serão submetidos a análise pelo Instituto Médico Legal (IML).
O delegado Raphael Seixas destacou os obstáculos enfrentados: "Como eles anteriormente não estavam sendo tratados como homicídio doloso, o período de instauração, que começamos a apurar, já fez com que não houvesse mais imagens do atendimento na UTI. Isso obviamente vai dificultar um pouco, mas não é o único meio de provarmos os crimes".
Réus e vítimas identificadas no processo
No dia 18, a Justiça do DF aceitou a denúncia contra os técnicos de enfermagem acusados. Eles estão presos desde janeiro e aguardam julgamento. Os réus são:
- Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24 anos
- Amanda Rodrigues de Sousa, 28 anos
- Marcela Camilly Alves da Silva, 22 anos
As vítimas fatais incluem:
- Miranilde Pereira da Silva, 75 anos, professora aposentada de Taguatinga
- João Clemente Pereira, 63 anos, servidor público do Riacho Fundo I
- Marcos Raymundo Fernandes Moreira, 33 anos, servidor público de Brazlândia
As mortes ocorreram após paradas cardiorrespiratórias induzidas pelas injeções, com acobertamento por parte de outros profissionais. A polícia continua a examinar evidências para esclarecer todos os aspectos deste caso grave que abalou a comunidade local.



