Com a chegada do último capítulo de Três Graças, que será exibido nesta sexta-feira, 15 de maio, a novela das 9 da Globo se consolidou como um sucesso de audiência, apesar de alguns deslizes. A força do elenco estrelado e a presença de uma carismática dupla de vilões garantiram ao folhetim de Aguinaldo Silva, Virgílio Silva e Zé Dassilva uma série de elogios, com a audiência alcançando 27,4 pontos na última semana. A seguir, listamos três erros e três acertos da trama.
Os erros
Núcleo cômico sem graça
Fortemente rejeitado pelo público, o núcleo formado pelo porteiro Rivaldo (Augusto Madeira), Alaíde (Juliana Alves) e sua família foi inserido na trama com a intenção de servir como alívio cômico, já que a principal função dos personagens era bisbilhotar a vida de Arminda (Grazi Massafera). O efeito, no entanto, foi o oposto, resultando em cortes de 30% das cenas, pois grande parte da audiência considerou o grupo sem graça. Na reta final, as tentativas de resgatar o humor foram suprimidas por acontecimentos trágicos na vida de Alaíde, que teve o pai assassinado por Arminda e descobriu que o filho Cristiano, de 11 anos, sofre bullying na escola.
Redenção de personagens masculinos
Com foco nos dramas de três mães solo desde o início, Três Graças errou ao deixar em segundo plano as dores de Gerluce (Sophie Charlotte), Joélly (Alana Cabral) e Lígia (Dira Paes) para exaltar a origem dos traumas: os homens. Os últimos capítulos têm girado em torno da redenção de figuras contraditórias, como Joaquim (Marcos Palmeira), que abandonou Lígia grávida e renegou a filha e a neta, e agora ganha uma segunda chance. Com Joélly, Raul (Paulo Mendes) assume uma posição heroica, apesar de atitudes problemáticas, e a trama ainda promete um casamento. O problema apontado pela audiência é que quase todos os homens que afetaram as protagonistas terminam recompensados emocionalmente.
Final anticlimático
Sem grandes acontecimentos, a reta final de Três Graças não apresenta reviravoltas emocionantes ou mistérios. Apesar dos indícios da derrocada dos vilões Arminda e Ferette, os capítulos têm sido previsíveis, seguindo o padrão clássico de derrota dos antagonistas e exaltação dos protagonistas.
Os acertos
Histórias de amor bem construídas
Se a união entre Joaquim e Lígia desagrada parte do público, casais como Lorena (Alanis Guillen) e Juquinha (Gabriela Medvedovsky) e Viviane (Gabriela Loran) e Leonardo (Pedro Novaes) fizeram sucesso, especialmente pelo arco de desenvolvimento de relacionamentos complexos em laços amorosos consolidados.
Vilões carismáticos
O sucesso da dupla liderada por Grazi Massafera e Murilo Benício é um dos destaques. Com cenas cômicas e debochadas, o casal de charlatões conquistou o público pelas dinâmicas cheias de carisma e sedução, enquanto lideram um esquema criminoso contra as protagonistas.
Protagonista de Sophie Charlotte
Longe do perfil clássico de mocinha inocente, Sophie Charlotte se destacou como Gerluce. Mãe solo e moradora da comunidade da Chacrinha, a protagonista é o coração da trama, uma figura complexa e justiceira, disposta a enfrentar os vilões. Elogiada pela entrega emocional, a atriz tem sido aclamada pelo público.



