Guarda-vidas flagra 18 barbatanas de tubarões em Fernando de Noronha
O guarda-vidas Buday Santos realiza, diariamente, o registro da presença de tubarões no arquipélago de Fernando de Noronha, em Pernambuco. O número desses animais marinhos tem apresentado um aumento significativo, com observações feitas ao amanhecer, especialmente na Praia da Cacimba do Padre, onde a quantidade de tubarões adultos chama a atenção dos especialistas e moradores.
“Alguns são tubarões mais robustos e podem ser fêmeas grávidas. Na quarta-feira, contei 18 barbatanas só na Cacimba do Padre. Também há tubarões nas praias da Quixabinha e do Bode”, relatou Buday Santos, destacando a proximidade dos animais com a faixa de areia.
Surfista experiente evita o mar
Buday, que também é conhecido como surfista de ondas grandes e por manobras inusitadas, como “plantar bananeira” na prancha ou surfar com objetos infláveis, tem evitado entrar no mar devido à alta concentração de tubarões. “Costumo surfar entre 6h30 e 7h, mas agora está inviável. São muitos tubarões e o risco é alto. Nessas condições, outros surfistas também evitam a área e procuram praias como o Boldró”, explicou ele, enfatizando a necessidade de cautela.
Fenômeno ligado à alimentação
De acordo com pesquisadores da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), o aumento de tubarões próximo à praia está diretamente relacionado à grande quantidade de sardinhas disponíveis neste período. Os tubarões se aproximam da costa para se alimentar, um fenômeno que se intensifica após a formação de swell, que provoca ondas grandes e atrai mais cardumes de sardinhas para as praias.
Orientações para turistas e moradores
No seu dia a dia como guarda-vidas atuante no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, Buday orienta turistas e residentes sobre os riscos. “Quando estou na Praia do Sancho e vejo muitas sardinhas e tubarões, oriento as pessoas a evitarem a área. É importante entrar no mar com cautela”, afirmou ele, reforçando a importância da prevenção para garantir a segurança de todos.
Este cenário tem levado a uma maior conscientização sobre a interação entre a vida marinha e as atividades humanas no arquipélago, destacando a necessidade de monitoramento contínuo e medidas de proteção.



