Organizadores denunciam truculência da PM em samba autorizado em Belo Horizonte
Truculência da PM em samba autorizado em BH é denunciada

Organizadores denunciam truculência da PM em samba realizado em Belo Horizonte

Organizadores de um samba realizado na madrugada deste sábado (7) no bairro Guarani, na Região Norte de Belo Horizonte, denunciaram truculência por parte da Polícia Militar (PM). Segundo eles, militares invadiram o evento, que tinha autorização do poder público, e usaram spray de pimenta contra os participantes.

Evento planejado há dois anos

Segundo a produtora do projeto, Geysa Bedeti, depois de dois anos de planejamento e idealização, a primeira edição do Deu Meia Noite ocorreu neste fim de semana. O evento começou à meia-noite e, por volta de 1h40, policiais militares chegaram ao local.

Eles chamaram o responsável pela casa e disseram que receberam reclamação por causa do barulho. Ainda de acordo com Geysa, a PM perguntou se a organização poderia abaixar o volume da música. Ela decidiu desligar e pediu 15 minutos para fazer uma cena de encerramento, o que teria sido acatado.

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Invasão e uso de spray de pimenta

No entanto, quando os frequentadores estavam cantando samba de terreiro, acompanhando de palmas, os policiais invadiram o local. "Fomos surpreendidos com uma invasão e agressão que nunca vi antes. Tinha até spray de pimenta", disse Geysa.

Ela relatou que no local tinham muitas pessoas de mais idade. "Uma mulher grávida passou mal na porta e foi levada para o hospital", completou a produtora. Segundo ela, frequentadores e organizadores do evento ainda se sentiram coagidos, porque viaturas da PM permaneceram em frente ao espaço por várias horas após o incidente.

Versão da Polícia Militar

Em nota, a Polícia Militar afirmou que foi acionada por volta das 2h05 "para atendimento de ocorrência de perturbação do trabalho e sossego alheios" no espaço, localizado na Avenida Saramenha. Segundo a PM, o evento tinha autorização da prefeitura para durar até as 2h.

"Durante a intervenção policial, houve recusa de encerramento da perturbação e animosidade por parte dos frequentadores, sendo necessário o emprego de agente químico, conforme os protocolos operacionais vigentes. Após, foi realizado contato e mediação com o responsável pelo evento que optou pelo encerramento", disse a corporação.

A PM disse, ainda, que tem "compromisso com a manutenção da ordem pública, a proteção da sociedade e o respeito aos direitos fundamentais". A situação gerou revolta entre os organizadores, que destacam a contradição entre a autorização oficial e a ação policial.

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