Um homem foi alvo de uma violenta agressão coletiva na Avenida Doutor Epitácio Pessoa, no bairro Aparecida, em Santos, no último sábado (10). O episódio, que chamou a atenção de moradores e transeuntes, teria sido uma represália por uma suposta agressão anterior cometida pelo homem contra uma mulher.
Detalhes do conflito na avenida
De acordo com informações da Polícia Militar, a confusão começou em um restaurante nas proximidades. Testemunhas relataram que o homem teria agredido uma moradora do BNH dentro do estabelecimento comercial. A identidade da mulher não foi divulgada pelas autoridades.
Após a discussão inicial, a situação escalou para a via pública. Um grupo de pessoas, indignado com a suposta atitude do homem, passou a agredi-lo com socos e chutes. A ação foi caracterizada pelos próprios envolvidos e pelas testemunhas como uma retaliação direta ao que havia ocorrido minutos antes.
Atuação policial e atendimento médico
A Polícia Militar foi acionada para conter o tumulto. Em nota, a corporação detalhou os procedimentos adotados no local. A equipe precisou conter o trânsito na movimentada avenida para garantir a segurança e solicitou reforço devido ao grande número de pessoas envolvidas na agressão.
O principal foco dos policiais foi o atendimento imediato ao homem agredido, que apresentava escoriações pelo corpo. Ele foi rapidamente encaminhado a um Pronto Socorro (PS) da cidade para receber os primeiros cuidados médicos.
Desdobramentos e falta de registro
Um aspecto curioso do caso foi a decisão das partes envolvidas de não formalizar a ocorrência. No hospital, o homem espancado informou que não tinha interesse em registrar um boletim de ocorrência contra os agressores. Os policiais o informaram sobre o prazo legal de seis meses para que ele pudesse mudar de ideia e representar criminalmente.
Da mesma forma, a mulher que teria sido a vítima inicial da suposta agressão no restaurante também não procurou a delegacia para registrar a queixa. O caso, portanto, não gerou um procedimento policial formal, ficando restrito ao atendimento de emergência prestado no local.
O episódio levanta discussões sobre justiça com as próprias mãos e a reação da comunidade a casos de violência, especialmente em espaços públicos movimentados como a Avenida Epitácio Pessoa, um dos logradouros mais conhecidos do litoral paulista.