Furtos em apartamentos aumentam 13% em Campinas; especialista alerta sobre redes sociais
Furtos em apartamentos crescem 13% em Campinas em 2025

Furtos em apartamentos crescem 13% na cidade de Campinas em 2025

Os furtos a apartamentos apresentaram um aumento significativo de 12,9% em Campinas (SP) no ano de 2025, conforme dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). Os números revelam que os registros desse tipo de crime subiram de 85 para 96 ocorrências entre 2024 e 2025, destacando uma preocupante tendência de crescimento na criminalidade urbana.

Exposição nas redes sociais facilita ação de criminosos

Com o aumento nas ocorrências, a especialista em segurança patrimonial Márcia Gomes ressalta que a cautela com a exposição nas redes sociais pode ser uma medida crucial para dificultar a ação dos criminosos. "Os criminosos acabam se valendo da digitalização do crime. Então, eles podem monitorar moradores de condomínios. Eles usam as redes sociais e a tecnologia para verificar a movimentação de determinado condomínio", explica a profissional.

Márcia Gomes orienta que as pessoas evitem comportamentos como anunciar viagens ou mostrar detalhes de onde moram nas plataformas digitais. "Tem pessoas que viajam e colocam lá na rede social: 'Estou viajando'. Mostram onde mora. As pessoas têm que evitar esse tipo de comportamento", alerta.

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Dados gerais de furtos a imóveis residenciais

O levantamento da SSP também mostra um aumento geral nos furtos a imóveis residenciais, incluindo casas, que representam a maioria dos registros. Em 2024, a cidade registrou 1.028 crimes desse gênero, com a seguinte distribuição:

  • Casas: 924 ocorrências
  • Apartamentos: 104 ocorrências

Em 2025, o total subiu para 1.053 registros, representando uma alta de 2,4%:

  • Casas: 940 ocorrências
  • Apartamentos: 113 ocorrências

Orientações de segurança para condomínios

Além do cuidado com as redes sociais, Márcia Gomes enfatiza a importância de medidas preventivas nos condomínios. Ela destaca que os profissionais de segurança devem estar bem treinados, com rotinas de reciclagem e simulações de invasão para minimizar a entrada de criminosos.

"Evitar de todo modo que o entregador ingresse dentro do condomínio. A pessoa tem que descer e retirar a sua entrega na portaria. Evitar sair em grupo da garagem, por exemplo, para que o portão não fique aberto por muito tempo", recomenda a especialista.

Outra medida sugerida é a implementação de uma segunda porta dentro do condomínio, criando uma barreira adicional contra a entrada de pessoas não autorizadas nos prédios.

Casos reais ilustram a vulnerabilidade

Os registros de furtos a imóveis em 2026 já começaram a preocupar os moradores. Em 17 de janeiro, Kristine teve seu apartamento furtado enquanto passava o dia fora com o marido. Ao retornar, o casal encontrou a porta arrombada e o imóvel revirado.

Segundo a vítima, os criminosos ligaram para a portaria do prédio, se passando pelo marido de Kristine, e autorizaram a entrada de supostos familiares. "Como é que eles sabiam que a gente ia sair naquele momento? Como é que eles sabiam o nome do meu marido? São informações muito privilegiadas", questiona Kristine.

As câmeras de segurança registraram os criminosos chegando ao edifício e saindo com objetos furtados em bolsas, inclusive vestindo roupas das vítimas. Joias, pertences pessoais e um cofre foram levados, deixando a família profundamente abalada.

Criminoso reincidente em condomínio

Em outro caso, o prédio onde Fábio mora foi invadido duas vezes. Na primeira ocasião, um criminoso pulou o muro, entrou na garagem e tentou roubar uma bicicleta. Suspeita-se que o mesmo indivíduo seja responsável por uma segunda invasão, em que conseguiu levar uma escada e uma barraca.

"Nós trocamos a cerca elétrica, aumentamos o número de câmeras e agora a gente está contratando portaria eletrônica também. Vamos ver se isso melhora", relata Fábio.

Ele também expressa a sensação de insegurança que persiste: "A gente tem uma viela aqui que é uma rota de fuga. E quanto mais a gente investe em segurança, mais a nossa liberdade é tolhida, porque a gente que acaba ficando preso".

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Esses casos reforçam a necessidade de atenção constante e a adoção de medidas eficazes para proteger os imóveis e garantir a segurança dos moradores em Campinas.