Crime em JF: prisão preventiva para homem que matou 5 familiares a facadas
Prisão preventiva para homem que matou família em JF

A Justiça de Juiz de Fora determinou a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva para Jonathas dos Santos Souza, de 42 anos. Ele confessou ter assassinado cinco membros de sua própria família na última quarta-feira (7), no Bairro Santa Cecília.

Detalhes do crime chocante

O crime ocorreu em um conjunto de casas localizado na Rua Rita Monteiro, onde as vítimas residiam juntas no mesmo terreno. Conforme a Polícia Militar, todas as vítimas foram mortas a facadas e encontradas por um parente.

As vítimas identificadas são:

  • João Batista Fernandes Souza, pai do autor, de 74 anos.
  • A madrasta do autor, de 63 anos.
  • Duas irmãs do autor, de 44 e 47 anos.
  • O sobrinho do autor, uma criança de apenas 5 anos.

Prisão e motivação

A decisão pela prisão preventiva foi tomada durante a audiência de custódia realizada na sexta-feira (9). Isso significa que Jonathas permanecerá detido no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp), no Bairro Linhares, enquanto o caso é investigado e aguarda julgamento.

Em depoimento à delegada Camila Miller, responsável pelas investigações, Jonathas confirmou ter planejado os assassinatos ainda na madrugada do dia do crime. Ele não apresentou resistência durante a prisão e, segundo a autoridade policial, não demonstrou arrependimento, afirmando que “fez o que tinha que fazer”.

O homem alegou que o pai o teria prejudicado ao longo dos anos, inclusive em questões materiais, e que teria tomado uma casa dele. No entanto, a delegada considerou que o relato sobre a motivação não foi coerente.

Comportamento anterior e próximos passos

A polícia informou que Jonathas apresentava um comportamento considerado estranho por familiares há cerca de um ano e meio. Eles chegaram a sugerir que ele procurasse atendimento psiquiátrico, mas ele teria recusado.

Apesar dos relatos, a Polícia Civil ressaltou que não há um laudo médico que confirme qualquer diagnóstico ou especifique um possível transtorno psicológico. A solicitação de exame nesse sentido deve ser feita à Justiça pela defesa do acusado, que é representada pela Defensoria Pública de Minas Gerais.

O órgão emitiu uma nota informando que o caso está sob segredo de justiça e que só se manifestará nos autos do processo para não prejudicar seu andamento. A comunidade local, especialmente uma comunidade evangélica da qual uma das vítimas fazia parte, lamentou profundamente as mortes.