Um soldado da Polícia Militar do Espírito Santo foi preso na manhã desta sexta-feira, 9, suspeito de cometer violência doméstica contra a própria esposa. O caso ocorreu no bairro Santa Paula II, em Vila Velha, na região da Grande Vitória, e envolveu uma complexa operação que durou cerca de duas horas.
Discussão em negócio da família deu início à agressão
De acordo com o Boletim de Ocorrência, o episódio violento começou a partir de uma discussão entre o casal em uma distribuidora de bebidas da qual são proprietários. O militar, identificado como Erick da Silva Martins, teria ficado com ciúmes da esposa, de 33 anos, devido à interação dela com um cliente.
Já na residência do casal, a situação se agravou. Enquanto a vítima preparava o jantar, Erick começou a ofendê-la verbalmente, chamando-a de preguiçosa. A discussão se intensificou e, segundo o relato da mulher, o policial arremessou um celular na cabeça dela e a ameaçou de agressão física.
Crianças presenciam cena e mãe foge para pedir socorro
As duas filhas do casal, uma de 3 e outra de 5 anos, estavam dentro de casa e testemunharam todas as agressões. Tomada pelo medo, a mulher conseguiu fugir da residência e buscou ajuda em uma casa vizinha. A vizinha, então, acionou a Polícia Militar.
Diante da chegada dos policiais, o soldado Erick se trancou dentro da casa e se recusou a sair, dando início a um tenso impasse. A situação exigiu a intervenção de especialistas.
Operação especial e rendição após duas horas
Para lidar com a resistência do colega de corporação, os policiais no local precisaram acionar o Batalhão de Operações Especiais (BME) para conduzir as negociações. O processo de persuasão foi longo e delicado.
Somente após duas horas de diálogo, o soldado Erick da Silva Martins decidiu se render. Ele saiu da casa e entregou sua arma de fogo para os policiais presentes. Imediatamente, foi detido.
Desfecho e andamento do caso
O militar preso foi conduzido à Delegacia Regional de Vila Velha para os procedimentos cabíveis. A arma apreendida ficou sob a custódia da Polícia Militar. A Polícia Civil informou que o caso está em andamento no plantão vigente da delegacia.
Segundo a PC, apenas após a conclusão das oitivas (depoimentos) será possível definir qual procedimento legal será adotado pelo delegado da Central de Teleflagrante. O caso chama a atenção por envolver um agente da lei como autor da suposta violência doméstica.