Capitão da PM agride e tenta asfixiar mulher em praça de Fortaleza; prisão ocorre após 12 dias
PM agride mulher em praça de Fortaleza; prisão após 12 dias

Capitão da PM é preso após agredir e tentar asfixiar mulher em praça de Fortaleza

O capitão da reserva remunerada da Polícia Militar do Ceará, Francisco Wellington Alves de Lima, foi preso na manhã desta terça-feira (18) após ter sido flagrado agredindo violentamente uma mulher na Praça da Bandeira, em Fortaleza, no dia 6 de março. A prisão preventiva foi cumprida por policiais civis e militares no bairro Bom Jardim, 12 dias após o crime que chocou a capital cearense.

Violência extrema flagrada por câmeras de segurança

Na noite do crime, operadores do Centro de Comando e Controle da Prefeitura de Fortaleza flagraram as agressões através do sistema de videomonitoramento da praça. Nas imagens, o policial aparece desferindo tapas contra a vítima, derrubando-a no chão e chutando sua cabeça repetidamente. Em seguida, ele se deita sobre a mulher na tentativa de sufocá-la, em cena de extrema violência.

Equipes da Guarda Municipal que estavam nas proximidades foram acionadas e se dirigiram ao local. Ao avistar os agentes, Francisco Wellington tentou fugir, mas foi capturado e detido pelos guardas municipais. Pouco depois, uma equipe da Polícia Militar chegou ao local e acompanhou a condução do suspeito até a delegacia.

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Liberação inicial e posterior prisão geram questionamentos

Apesar de ter sido levado para a Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza na noite do crime, o capitão foi liberado sem ter a prisão em flagrante lavrada. Conforme apurações, a mulher não foi identificada naquela noite, o que, segundo a Polícia Civil, seria necessário para caracterizar o vínculo entre as partes que justificaria o flagrante por violência doméstica.

A Polícia Civil explicou em nota: "No contexto da violência doméstica e familiar contra a mulher, a identificação da vítima é indispensável para a correta caracterização do vínculo entre as partes, elemento necessário para a análise jurídica dos fatos".

Posteriormente, a vítima foi identificada pelos investigadores e foi instaurado inquérito policial para apurar o crime de lesão corporal. A corporação não informou se o inquérito foi instaurado no dia do crime ou após a repercussão do caso.

Crime inafiançável e posicionamento das instituições

Conforme a legislação brasileira, a violência contra mulher é crime inafiançável, o que significa que não se cogita que o suspeito pague fiança para responder em liberdade. Apesar disso, o capitão foi liberado inicialmente, gerando questionamentos sobre o tratamento do caso.

O Tribunal de Justiça do Ceará informou que não foi protocolado nas unidades judiciárias do Estado qualquer auto de prisão em flagrante relacionado a Francisco Wellington Alves de Lima na ocasião inicial do crime.

A Polícia Militar emitiu nota afirmando que "não compactua com desvios de condutas por parte de seus integrantes e repudia toda ação que vá de encontro aos valores e deveres da Corporação".

Detalhes da prisão preventiva

A prisão preventiva foi decretada após investigações que comprovaram a gravidade das agressões. O capitão da reserva, que recebe remuneração da corporação mesmo estando afastado do serviço ativo, agora responde ao processo criminal pelas agressões cometidas em local público.

O caso reacendeu o debate sobre violência contra mulheres e a atuação de agentes públicos em situações de agressão, especialmente quando os agressores são membros de instituições de segurança.

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