Espancamento em Peruíbe: marido agride esposa até desmaiar na orla
Marido espanca esposa até desmaiar em Peruíbe, SP

Um caso de extrema violência doméstica chocou o litoral de São Paulo no primeiro dia de 2026. Na manhã do Réveillon, em Peruíbe, um homem agrediu a própria esposa com socos na cabeça até que ela desmaiasse na avenida da praia. O crime foi registrado em vídeo e levou à prisão do agressor.

Detalhes da agressão e prisão em flagrante

Luis Fernando de Sousa, de 34 anos, confessou ter espancado a mulher, de 25 anos, com quem é casado há seis anos. O ataque ocorreu na orla da cidade, logo após as comemorações da virada do ano. Testemunhas acionaram a Polícia Militar, que prendeu o homem no local.

Imagens obtidas pela reportagem mostram a brutalidade da cena: Luis desfere vários golpes na cabeça da vítima, que não consegue se defender e cai inconsciente no chão. O casal foi levado primeiro ao Pronto-Socorro para atendimento e, posteriormente, à delegacia para prestar depoimento.

Em seu relato à Polícia Civil, a mulher afirmou não se lembrar dos momentos da agressão. Surpreendentemente, ela declarou que não pretende solicitar medidas protetivas contra o marido. Luis Fernando foi autuado pelo crime de lesão corporal contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, um tipo penal que considera a violência de gênero e cuja pena pode chegar a quatro anos de reclusão.

Audiência de custódia e defesa do acusado

Na última sexta-feira (2), a Justiça realizou a audiência de custódia e decidiu converter a prisão em flagrante em prisão preventiva. A decisão, no entanto, foi contestada pela defesa do acusado.

O advogado Jairo Ribeiro, que representa Luis Fernando, argumentou que seu cliente teria direito a responder ao processo em liberdade. Ele listou fatores como moradia fixa, bons antecedentes e ocupação formal como requisitos legais cumpridos. “A audiência de custódia não se presta a analisar questões de mérito ou os fatos que determinaram a prisão em flagrante, sendo apenas para analisar a legalidade da prisão”, afirmou Ribeiro, acrescentando que acredita na revogação da medida preventiva no futuro.

A defesa sustentou que a prisão cautelar não deve ser usada como antecipação de pena nem se basear em apelos sociais. O boletim de ocorrência não detalha o que deu início à discussão nem a motivação específica para o ataque violento.

Um retrato da violência doméstica

Este caso ocorrido em Peruíbe expõe, mais uma vez, a complexidade e a gravidade da violência contra a mulher no Brasil. A relutância da vítima em buscar medidas de proteção é um fenômeno comum, muitas vezes ligado a ciclos de dependência emocional, econômica ou medo.

A conversão da prisão em preventiva indica que a Justiça considerou existirem riscos, como a possibilidade de novas agressões ou de o acusado fugir do processo. O crime será agora investigado e seguirá os trâmites legais, enquanto a sociedade local se vê confrontada com as imagens chocantes de um episódio que mancha o início do ano.