Mulher de 67 anos é vítima de feminicídio no Oeste de Santa Catarina
Uma mulher de 67 anos foi encontrada morta dentro de casa na manhã deste sábado (4), na Linha São Paulo, no interior de São Domingos, no Oeste de Santa Catarina. A vítima foi identificada como Ana Leda Santoro, e a Polícia Civil investiga o caso como feminicídio, um crime que envolve violência baseada no gênero.
Detalhes do crime e prisão do suspeito
Segundo a Polícia Militar, as equipes foram acionadas por volta das 7h, após familiares relatarem que o marido da vítima, de 71 anos, telefonou para a filha do casal por volta das 5h e afirmou ter cometido o crime. No local, os policiais encontraram a mulher já sem vida, com o corpo apresentando sinais de morte violenta, incluindo suspeita de estrangulamento.
Após o crime, o suspeito fugiu para uma área de mata, mas foi rapidamente localizado na Linha Jordaninho, no interior de Irati. Ele foi preso e encaminhado à delegacia, onde a Polícia Civil continua as investigações para apurar todos os detalhes do ocorrido.
Contexto de feminicídios em Santa Catarina
Este caso se soma a um cenário preocupante no estado. Santa Catarina registrou 52 feminicídios em 2025, segundo um mapa feito pelo Ministério Público do estado (MPSC), que teve lançamento recente. Em 2026, até esta terça-feira (24), já foram contabilizados 10 casos, conforme informado pela Secretaria da Segurança Pública estadual.
O feminicídio é um crime previsto no artigo 121-A do Código Penal, com entendimento estabelecido a partir da lei número 13.104/2015. O MPSC não apenas mapeou esses casos, mas também produziu documentários com relatos de familiares e amigos de vítimas, como Catarina Kasten, um caso que ganhou destaque nacional após a morte de uma mulher em uma trilha de Florianópolis.
Esses dados destacam a necessidade urgente de ações para combater a violência contra as mulheres, especialmente em regiões do interior, onde alguns estudos apontam a existência de um corredor do crime. A prisão do suspeito neste caso é um passo importante, mas a prevenção e a educação continuam sendo fundamentais para reduzir tais estatísticas trágicas.



