Ex-companheiro é indiciado por feminicídio após matar manicure com seis tiros no rosto em BH
Ex é indiciado por feminicídio após matar manicure com seis tiros em BH

Ex-companheiro é indiciado por feminicídio após matar manicure com seis tiros no rosto em BH

Alex de Oliveira Sousa, de 28 anos, foi formalmente indiciado pela Polícia Civil nesta quarta-feira (11) pelo crime de feminicídio. O inquérito aponta que ele assassinou Cinthya Micaelle Soares Roliz, de 26 anos, com seis disparos no rosto, na frente da filha do casal, que tem apenas 5 anos de idade.

Crime ocorreu na véspera de ano novo no Jardim América

O brutal assassinato aconteceu no bairro Jardim América, na Região Oeste de Belo Horizonte, na manhã do dia 31 de dezembro. Segundo as investigações, Alex invadiu a residência da ex-companheira, pulando o muro da propriedade, e entrou no quarto onde Cinthya dormia. Lá, efetuou múltiplos disparos contra a vítima, que morreu no local.

Após cometer o crime, o suspeito fugiu utilizando uma motocicleta com placa clonada, dificultando inicialmente sua localização pelas autoridades policiais.

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Agravantes no caso incluem descumprimento de medida protetiva

De acordo com a delegada Ariadna Coelho, responsável pela investigação, o inquérito registra várias agravantes no caso:

  • O crime foi cometido na presença de uma criança
  • Houve descumprimento de medida protetiva que estava em vigor
  • O ataque foi realizado de forma cruel, sem dar qualquer chance de defesa à vítima

A vítima possuía uma medida protetiva contra o ex-companheiro e havia denunciado ameaças feitas por ele no dia 18 de dezembro. Na ocasião, Cinthya relatou que recebia ligações e mensagens em que Alex afirmava que a mataria, além de tê-la perseguido na porta de seu local de trabalho, no Barreiro.

Histórico de violência e controle sobre a vítima

O relacionamento entre Cinthya e Alex durou aproximadamente seis a sete anos e foi marcado por episódios de violência desde o início. A investigação apurou que a manicure chegou a tentar esconder hematomas provocados pelas agressões, mas com o tempo, as violências passaram a ocorrer até mesmo em encontros familiares.

Segundo a delegada Coelho, "Ele não tinha um trabalho, a Cíntia que sustentava a família e ele ainda praticava a violência. Ele controlava o celular dela, controlava toda a vida dela. Ele era um homem que gostava de demonstrar esse poder".

O controle exercido por Alex se estendia a familiares da vítima e até à filha do casal. As agressões eram tão severas que, em uma ocasião, ele teria agredido Cinthya para que ela lhe desse dinheiro para pagar um agiota.

Extensa ficha criminal do acusado

A delegada revelou que Alex de Oliveira Sousa possui uma extensa folha de antecedentes criminais, incluindo:

  1. Tráfico de drogas
  2. Porte ilegal de arma de fogo
  3. Crimes de trânsito
  4. Corrupção de menores
  5. Violência contra mulher (tanto contra Cinthya quanto contra uma ex-companheira que ele perseguiu por seis anos)

Além disso, segundo relatos de familiares da vítima, o acusado se vangloriava de ter matado um policial militar durante um roubo, demonstrando um histórico preocupante de violência e desrespeito à lei.

O caso chocou a comunidade do Jardim América e reacendeu o debate sobre a eficácia das medidas protetivas em situações de violência doméstica. A Polícia Civil continua trabalhando no inquérito, que deve ser encaminhado ao Ministério Público para oferecimento da denúncia contra Alex de Oliveira Sousa.

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