Defesa de João Lima pede habeas corpus; cantor aguarda decisão em presídio da PB
Defesa de João Lima pede habeas corpus; cantor aguarda decisão

Defesa do cantor João Lima entra com pedido de habeas corpus na Justiça

O cantor paraibano João Lima, preso desde o dia 26 de janeiro por agredir a ex-esposa e médica Raphaella Brilhante, ainda não recebeu visitas de familiares ou amigos no Presídio Desembargador Flóscolo da Nóbrega, conhecido como Presídio do Roger, em João Pessoa. De acordo com o diretor da unidade, Edmilson Alves, as visitas desde a data da prisão se limitaram apenas aos advogados que representam o artista na Justiça.

Processo de visitas e situação atual do cantor

Para realizar visitas, é necessário, antes, fazer um cadastramento. Esse processo já foi concluído por um familiar de João Lima, que poderá visitá-lo na próxima rodada de visitas programada. O cantor está dividindo o pavilhão com outros presos por crimes previstos na Lei Maria da Penha. Ao todo, são 60 pessoas custodiadas no local, respondendo por crimes como:

  • Agressões físicas e psicológicas
  • Tentativa de feminicídio
  • Quebra de medidas protetivas de urgência

A defesa do cantor entrou com um pedido de habeas corpus na Justiça, dias após a prisão, buscando a liberdade de João Lima. No entanto, até a última atualização desta reportagem, não houve decisão judicial sobre o mérito do pedido, mantendo o artista sob custódia.

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Contexto do presídio e outros casos notórios

A Penitenciária Desembargador Flóscolo da Nóbrega é conhecida como Presídio do Roger devido ao bairro onde está localizada, o Roger, em João Pessoa. A unidade prisional é a mais importante da capital paraibana para a custódia de presos provisórios masculinos e, atualmente, conta com 8 pavilhões distintos.

Figuras como Johannes Dudeck, condenado a mais de 32 anos de prisão pela morte da jovem estudante de medicina Mariana Thomaz, já passaram pelo mesmo pavilhão. Da mesma forma, Danilo Santos, condenado a mais de 27 anos de prisão por matar a ex-esposa Maria Nataly Daiana da Silva Medeiros, ao passar por cima dela com um carro diversas vezes na frente das filhas, também esteve no local.

Outros detentos, como Hytalo Santos e Israel Vicente, que respondem a processos na Justiça da Paraíba, estão presos no mesmo presídio que João Lima, mas em uma ala específica destinada a pessoas LGBTQIA+, demonstrando a segmentação interna da unidade.

Detalhes do caso de violência doméstica

A Polícia Civil investiga o cantor paraibano João Lima por violência doméstica contra a ex-esposa, após vídeos divulgados em redes sociais mostrarem agressões físicas. A vítima, Raphaella Brilhante, registrou um Boletim de Ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de João Pessoa, dando início ao processo legal.

Após a repercussão nacional do caso, a ex-esposa de João Lima, a médica e influenciadora digital Raphaella Brilhante, publicou um texto nas redes sociais onde confirmou publicamente, pela primeira vez, a violência sofrida. Ela relatou que está enfrentando "uma dor que atravessa o corpo, a alma, e a história", e disse que "não há palavras que expliquem o impacto disso na vida de alguém".

A médica, que soma mais de 600 mil seguidores em apenas uma rede social, destacou que "nenhuma mulher deveria precisar chegar a esse ponto para ser ouvida" e reiterou que as medidas legais estão sendo tomadas com respeito à Justiça. Em entrevista exclusiva à TV Cabo Branco, exibida na segunda-feira, 26 de janeiro, Raphaella Brilhante detalhou que sofreu agressões durante o casamento com o cantor, que ocorreu em novembro do ano passado, bem como na lua de mel.

Segundo seu relato, o relacionamento durou cerca de três anos e foi marcado por controle e violência desde o início, com episódios de agressão física e psicológica que se intensificaram ao longo do tempo. O pai de João Lima chegou a pedir perdão publicamente à ex-nora, em um gesto que repercutiu nas redes sociais e na mídia local.

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Canais de denúncia e importância do caso

O caso de João Lima reforça a importância dos canais de denúncia para violência contra a mulher. Denúncias de estupros, tentativas de feminicídios, feminicídios e outros tipos de violência podem ser feitas por meio de três telefones essenciais:

  1. 197 - Disque Denúncia da Polícia Civil
  2. 180 - Central de Atendimento à Mulher
  3. 190 - Disque Denúncia da Polícia Militar, para casos de emergência imediata

A situação do cantor permanece sob acompanhamento judicial, com a defesa buscando alternativas legais para sua liberdade, enquanto as investigações sobre as agressões continuam em andamento. A sociedade acompanha atentamente os desdobramentos, refletindo sobre a gravidade da violência doméstica e a eficácia das medidas protetivas.