Capitão da PM de São Paulo é acusado de abusar de enteada e agredir ex-mulher
Capitão da PM acusado de abusar de enteada e agredir ex-mulher

Capitão da PM de São Paulo é acusado de abusar de enteada e agredir ex-mulher

Um capitão da Polícia Militar do estado de São Paulo enfrenta graves acusações de abuso sexual contra sua enteada, atualmente com 16 anos, e de agressões físicas e psicológicas contra sua então esposa, mãe da adolescente. Neste mês de março, a Justiça aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e o tornou réu pelo crime de estupro de vulnerável praticado contra a estudante.

Crimes ocorreram durante casamento

Segundo as investigações, os crimes sexuais contra a enteada e as agressões contra a ex-mulher teriam ocorrido entre os anos de 2016 e 2021, período em que a mãe da adolescente estava casada com o oficial da corporação. Em depoimento, a mãe relatou que os abusos contra sua filha começaram quando ela tinha apenas 6 anos de idade.

"Os abusos contra minha filha começaram quando ela tinha 6 anos. Ela contou que ele simulava treinos de jiu-jitsu e esfregava o órgão sexual na minha filha", declarou a ex-esposa do capitão em entrevista.

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Violência doméstica e intimidação

Além do crime de violência sexual, o oficial também responde a um processo separado por violência doméstica contra sua ex-mulher, embora ainda não tenha sido tornado réu neste caso específico. A mulher descreveu um padrão de agressões constantes e intimidação psicológica durante o relacionamento.

"Ele me dizia que me batia para me corrigir porque me amava. Ele me levava para a cozinha e todas as vezes que íamos conversar, ele deixava a arma em cima da mesa para me intimidar. Ele se esconde atrás da farda da PM", relatou a vítima.

Novas denúncias em 2025

Posteriormente, em 2025, quando as vítimas já não moravam mais com o capitão, a adolescente revelou ter recebido pelo celular fotos íntimas do ex-padrasto, que estaria se passando por outra pessoa para assediá-la digitalmente. A ex-mulher também detalhou que o oficial se excitava ao vê-la chorando e a obrigava a manter relações sexuais após as agressões.

Investigações e medidas protetivas

Todas as denúncias foram formalmente apresentadas à Polícia Civil e à Corregedoria da Polícia Militar, que abriram inquéritos para investigar a conduta do oficial. A Justiça concedeu medidas protetivas de urgência para a ex-esposa e sua filha, proibindo expressamente o capitão de se aproximar ou manter qualquer tipo de contato com as vítimas.

"Quando éramos casados ele tentou me estrangular. Agora estou com medida protetiva", afirmou a ex-mulher do policial militar.

Posicionamento das autoridades

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou, através de nota oficial, que os casos estão sendo acompanhados pela Corregedoria da PM para adoção das medidas administrativas cabíveis. Os inquéritos policiais foram relatados em junho de 2025 e encaminhados para apreciação do Ministério Público e do Poder Judiciário.

O Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou que o oficial da PM se tornou réu por estupro em 2 de março deste ano, quando a denúncia do MP foi formalmente aceita pela Justiça. O processo tramita sob segredo de justiça, conforme determinação legal para proteger a identidade da adolescente menor de idade.

O advogado Thiago Lacerda, que representa as vítimas, explicou que "o juiz acabou de receber a denúncia e o capitão está no prazo de 10 dias para apresentar a defesa prévia, resposta à acusação". O policial militar responde aos dois crimes em liberdade, enquanto aguarda os desdobramentos processuais.

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