Um caso de violência doméstica chocou moradores e frequentadores da orla de Itanhaém, no litoral de São Paulo, na noite da última terça-feira (30). Uma mulher foi agredida pelo companheiro em frente a um quiosque de praia, mas a situação tomou um rumo inesperado quando testemunhas do ocorrido decidiram intervir.
Discussão termina em agressão física
O episódio violento aconteceu na movimentada Avenida Presidente Vargas. De acordo com imagens que circularam nas redes sociais e obtidas pelo g1, tudo começou com uma breve discussão entre o casal. Após o desentendimento, a mulher atravessou a rua carregando um capacete e se dirigiu ao suspeito.
Foi nesse momento que a situação escalou para a agressão física. O homem desferiu vários socos contra a vítima, que caiu no chão. As cenas de violência, registradas em vídeo, rapidamente se espalharam pela internet, causando indignação.
Pedestres reagem e atacam o agressor
A reação das pessoas que presenciaram o crime foi imediata. Indignados com a violência contra a mulher, pedestres que estavam no local partiram para cima do agressor. Eles passaram a espancar o homem, em um ato de revolta coletiva diante da agressão sofrida pela vítima.
A Polícia Militar (PM) confirmou que recebeu diversas ligações de testemunhas alarmadas com o crime que estava ocorrendo em plena via pública. A corporação foi acionada e deslocou uma equipe até o endereço do ocorrido.
Polícia não encontra envolvidos no local
Ao chegarem à Avenida Presidente Vargas, os policiais militares não encontraram mais a vítima, o agressor nem as testemunhas que participaram do confronto. Os envolvidos já haviam deixado o local quando a força de segurança apareceu.
Os agentes conversaram com o proprietário do quiosque em frente ao qual o fato aconteceu. Entretanto, ninguém foi conduzido à delegacia naquele momento, já que não havia mais ninguém para ser ouvido ou detido no local do crime.
O g1 entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) para obter mais detalhes sobre o caso. Em resposta, a pasta informou apenas que não conseguiu localizar nenhum registro oficial da ocorrência em seus sistemas.
A Prefeitura de Itanhaém, por sua vez, não esclareceu se a Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada para o caso ou se a vítima da agressão recebeu algum tipo de atendimento médico após o episódio violento.
O caso segue sem maiores esclarecimentos pelas autoridades, mas as imagens da agressão e da reação popular continuam gerando debate nas redes sociais sobre violência contra a mulher e justiça com as próprias mãos.