Polícia investiga adolescente por colocar cigarro na boca de bebê em São José da Bela Vista
Adolescente coloca cigarro na boca de bebê em SP; polícia investiga

Polícia investiga adolescente por colocar cigarro na boca de bebê no interior de SP

Um caso que chocou a população de São José da Bela Vista, no interior de São Paulo, está sendo investigado pela Polícia Civil. Uma adolescente de 14 anos aparece em um vídeo colocando um cigarro na boca da irmã, uma bebê de apenas 1 ano, levantando graves questionamentos sobre responsabilidades e negligência.

Gravidade do episódio e questionamentos

A presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Franca, Luiza Gouvêa, destacou à EPTV a extrema gravidade do ocorrido. "Entendo que é um caso grave, não só pelo cigarro ser dado a essa bebê, mas é grave também porque essa adolescente, que também não devia ter acesso ao cigarro, tinha o cigarro", afirmou a advogada.

Gouvêa levantou várias questões que precisam ser apuradas:

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  • Como a adolescente teve acesso ao cigarro?
  • Se ela comprou, quem vendeu deve ser responsabilizado
  • A família sabia que a adolescente fazia uso de cigarros?
  • Quem estava supervisionando as crianças no momento?

Responsabilidades legais

Segundo a presidente da OAB, a responsabilidade sobre a adolescente é da avó, que atualmente detém a guarda, enquanto os responsáveis pelo bebê são os pais. No entanto, Gouvêa ressalta que a própria adolescente também pode ser responsabilizada.

"O Estatuto da Criança e do Adolescente prevê que, de forma progressiva, os adolescentes têm consciência dos atos que estão praticando, tanto que, na medida do ato cometido, eles podem, sim, ser responsabilizados por medidas socioeducativas", explicou.

Investigando a origem do vídeo

Outro ponto crucial da investigação é descobrir quem gravou e compartilhou o vídeo nas redes sociais. "Quem gravou esse vídeo? É um adolescente também ou um adulto? É alguém que deveria estar zelando pela integridade dessa adolescente, desse bebê, ou também é uma pessoa com mesmo nível de discernimento?", questionou Gouvêa.

Detalhes do caso

O vídeo que viralizou mostra claramente a adolescente colocando o cigarro na boca da irmã bebê. Segundo a Polícia Civil, as imagens foram gravadas pela própria adolescente e compartilhadas em redes sociais por um amigo dela, chegando ao conhecimento dos pais através de aplicativos de mensagens no dia 10 de março.

A ocorrência foi registrada no mesmo dia como caso de maus-tratos qualificado como ato infracional, por ser praticado por menor de 18 anos. A polícia também investiga ativamente a procedência do cigarro utilizado na gravação.

Onde estavam os responsáveis?

Segundo o boletim de ocorrência, a mãe relatou que estava limpando a casa e não percebeu quando a adolescente entrou e pegou a bebê no colo para gravar o vídeo. Ela informou que a jovem, embora seja sua filha, atualmente está sob a guarda da avó materna e não costuma frequentar a casa.

O pai estava trabalhando em uma usina no horário do ocorrido, enquanto a avó declarou à polícia que trabalha na zona rural e não tinha conhecimento dos fatos até ser notificada pelas autoridades.

Providências tomadas

Após tomarem conhecimento das imagens, os pais procuraram imediatamente o Conselho Tutelar de São José da Bela Vista. Lá, foram orientados sobre os cuidados com a criança antes de serem encaminhados à delegacia para prestar depoimentos com assistência de advogados.

Próximas etapas da investigação

A Polícia Civil continua investigando se houve negligência e busca identificar todos os envolvidos no fornecimento do cigarro para a adolescente. O delegado responsável, Eduardo Lopes Bonfim, encaminhará o caso ao Ministério Público quando as investigações forem concluídas.

O Ministério Público e a Vara da Infância e Juventude poderão determinar medidas socioeducativas ou protetivas em relação à adolescente, dependendo das conclusões das investigações em andamento.

O caso segue sob acompanhamento do Conselho Tutelar e do Ministério Público, enquanto a Polícia Civil trabalha para esclarecer todos os aspectos deste episódio que levantou alarme sobre a proteção de crianças e adolescentes na região.

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