Um homem de 47 anos foi formalmente indiciado pela Polícia Civil do Tocantins, nesta quinta-feira (15), acusado de cometer o crime de estupro de vulnerável contra a própria filha. Os abusos sexuais teriam ocorrido dos 7 aos 13 anos de idade da vítima, em uma propriedade rural de Marianópolis do Tocantins, município localizado na região centro-oeste do estado.
Denúncia materna e confissão do acusado
A investigação teve início após a mãe da adolescente, que hoje tem 15 anos, formalizar a denúncia junto às autoridades. Na época dos crimes, a família residia junta na zona rural da cidade. De acordo com as informações da polícia, o suspeito confessou a prática dos delitos durante os depoimentos.
O homem alegou que cometeu os atos sob a influência de bebidas alcoólicas. Para corroborar as acusações, exames periciais foram realizados na jovem e confirmaram a ocorrência dos abusos, fornecendo evidências técnicas cruciais para o caso.
Procedimento encaminhado à Justiça
Com a conclusão do inquérito policial, todo o procedimento foi remetido ao Poder Judiciário e ao Ministério Público do Estado do Tocantins para que as medidas legais cabíveis sejam adotadas. O delegado Lucas Kertesz, titular da 56ª Delegacia de Marianópolis do Tocantins, que esteve à frente das investigações, enfatizou a gravidade do caso.
“Trata-se de um crime muito grave, onde o próprio pai que tem o dever legal de proteção e cuidado, simplesmente abusou sexualmente da própria filha, causando grandes transtornos, sobretudo, de ordem psicológica à vítima, que quando começou a ser abusada era apenas uma criança”, declarou o delegado.
Impacto e próximos passos
A conclusão do inquérito é vista como um passo decisivo para a responsabilização do autor. O crime de estupro de vulnerável, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), possui penas severas. A polícia ressaltou que a vítima, agora adolescente, carrega as marcas psicológicas profundas dos anos de violência sofrida dentro do próprio lar.
O g1 Tocantins tentou contato com a defesa do indiciado, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. Tampouco foi possível localizar a vítima e sua mãe, que não tiveram a identidade divulgada para preservação de seus direitos.