Justiça por Gabriele: família exige respostas após atropelamento fatal em Timon (MA)
Família busca justiça por jovem atropelada e morta em Timon

Uma onda de dor e revolta tomou conta de Timon, no Maranhão, após a morte da jovem Gabriele Pereira Rodrigues, de 19 anos. A estudante, que tinha "toda a vida pela frente", segundo o pai, faleceu na quarta-feira, 7 de fevereiro, seis dias após ser atropelada. O enterro aconteceu na sexta-feira, 9 de fevereiro, em um cemitério municipal, precedido por um velório emocionado e uma manifestação pública onde familiares e amigos pediram justiça.

Manifestação por Justiça no Cortejo Fúnebre

O cortejo que levou Gabriele até seu local de descanso final foi marcado por um ato de protesto. Com cartazes e palavras de ordem, os presentes clamaram por respostas e pela punição do responsável. O pai da vítima, Jerri Adriano, falou publicamente durante o velório, realizado na quinta-feira, 8 de fevereiro. Ele revelou à reportagem que acredita que o atropelamento não foi um acidente, mas sim um ato intencional, motivado pela recusa da filha em aceitar investidas de um vizinho.

"Ela tinha toda a vida pela frente. Tinha 19 anos, estava terminando a faculdade e ele acabou com o sonho da minha filha", desabafou Jerri Adriano. "A vida da minha filha não vai voltar, mas ele não pode ficar impune", completou, expressando a determinação da família em buscar esclarecimentos.

Detalhes do Atropelamento e a Busca por Provas

O incidente ocorreu no dia 1º de janeiro. De acordo com o relato do pai, Gabriele pilotava uma motocicleta e estava acompanhada de uma prima quando foi atingida por um carro. A prima também ficou ferida no ocorrido. A vítima sofreu um traumatismo craniano grave e edema cerebral, não apresentando resposta neurológica durante os seis dias em que ficou internada, até vir a óbito.

Um dos pontos mais graves destacados pela família é a conduta do motorista após a colisão. Segundo Jerri Adriano, o condutor não prestou socorro às vítimas e fugiu do local. O pai agora busca imagens de câmeras de segurança da região que possam ter registrado o momento do atropelamento e a fuga do veículo, para auxiliar nas investigações.

Casa do Suspeito é Alvo de Ataque

O caso gerou tamanha comoção na comunidade que, na noite da morte de Gabriele (7 de fevereiro), a casa do suspeito apontado pela família foi alvo de vandalismo e incêndio por parte de populares. A Polícia Civil confirmou o incidente, mas informou que não houve feridos no ataque à residência. O nome do suspeito ainda não foi oficialmente confirmado pela polícia.

O caso está sob a responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Timon, que conduz as investigações para apurar todas as circunstâncias do atropelamento. A família e amigos seguem unidos, prometendo não se calar até que a justiça seja feita para Gabriele.