SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O lutador de jiu-jítsu Micael Ferreira Galvão, 22, mais conhecido como Mica Galvão, é considerado um dos principais talentos da arte marcial no cenário mundial. Ele é filho de Melqui Galvão, 47, um dos treinadores brasileiros de jiu-jítsu mais renomados do país, que foi preso pela Polícia Civil do Amazonas na noite de segunda-feira (27), sob suspeita de crimes sexuais contra alunas menores de idade.
A reportagem localizou a defesa de Melqui Galvão na tarde desta quarta-feira (29). O advogado Cândido Neto afirmou que deve encaminhar uma nota com o posicionamento até o final do dia.
Carreira de Mica Galvão
Natural de Manaus, Mica Galvão começou a praticar jiu-jítsu ainda aos 2 anos de idade. Em 2022, aos 18, tornou-se o mais jovem campeão mundial de jiu-jítsu na categoria peso-leve. No entanto, em abril de 2023, o lutador teve o título retirado após ser flagrado em exame antidoping pelo uso de clomifeno, substância utilizada para estimular a produção de testosterona.
Em 2024, aos 20 anos, Mica Galvão conquistou o Grand Slam do jiu-jítsu, vencendo o Campeonato Brasileiro, o Pan-Americano, o Europeu e o Mundial. Ele é o atleta mais jovem a alcançar esse feito. No mesmo ano, ele também faturou o prestigiado título da ADCC (Abu Dhabi Combat Club), na modalidade grappling. Ele foi apenas o segundo a conquistar os cinco títulos em um mesmo ano, após Rubens Charles Maciel, conhecido como Cobrinha, em 2017.
Pronunciamento de Mica Galvão
Mica se pronunciou após a prisão do pai, pedindo que a Justiça cumpra seu papel e repudiando a violência contra mulheres. "É difícil encontrar palavras para um momento como esse. Meu pai, Melqui Galvão, foi quem me colocou no tatame pela primeira vez ainda criança. Foi ele quem me ensinou a lutar, a competir, a respeitar o adversário e a ter caráter", escreveu em nota publicada no Instagram.
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