Costureira relata perseguição por homem que se masturbava em carro em Registro
Costureira relata perseguição por homem em carro em Registro

Uma costureira de 34 anos relatou ter sido perseguida por um homem que se masturbava dentro de um carro em Registro, no interior de São Paulo. Em entrevista, a mulher contou que tentou gravar a cena, mas o suspeito fugiu ao perceber que ela usava o celular. A Polícia Civil investiga o caso como importunação sexual.

Abordagem durante caminhada

O incidente ocorreu no dia 27 de abril, após a vítima levar o filho à creche e deixar o carro da família em uma oficina. Ela caminhava pelo bairro Jardim Xangrilá quando notou um veículo se aproximando. O carro reduziu a velocidade ao lado dela, com o vidro do passageiro abaixado. Inicialmente, ela achou que o motorista fosse pedir informações, mas levou um susto ao vê-lo com a calça abaixada, tocando o pênis.

“Quando vi a cena, apressei o passo e consegui pegar o celular”, disse a costureira. O motorista tentou se aproximar novamente, mas fugiu ao notar que ela estava com o celular na mão. A vítima não conseguiu gravar a placa do automóvel. “A gente nunca está preparado, então até ligar o celular, abrir o aplicativo da câmera... Quando ele viu que eu estava com o celular na mão, ele acelerou”, afirmou.

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Registro do ocorrido

A mulher conseguiu apenas uma imagem de uma câmera de monitoramento da rua, que congelou o momento em que o carro acelerou. O equipamento não salvou o vídeo completo, e a placa não foi identificada. Após o susto, ela ligou para o marido e acionou a polícia, mas foi orientada a procurar a delegacia. Quatro dias depois, registrou boletim de ocorrência por importunação sexual na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Registro.

Trauma e medo

Desde o ocorrido, a vítima afirma estar traumatizada. Ela relata episódios de insônia, tremor e choro repentino, além de não conseguir mais sair sozinha. “Tudo que eu olho é como se tudo fosse repetir. É desesperador. Você acha que qualquer pessoa é suspeita”, desabafou. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo não se manifestou até a publicação desta reportagem.

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