O desaparecimento de Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, completa 11 dias. As jovens foram vistas pela última vez em uma caminhonete preta com um homem identificado como Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, que é o principal suspeito. A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) trabalha com a hipótese de duplo homicídio, mas também investiga sequestro e cárcere privado.
Mães notaram ausência nas redes sociais
Maria da Penha de Almeida, mãe de Letycia, contou à RPC que a filha costumava sair com amigas, mas sempre mantinha contato por mensagens. Na noite do desaparecimento, Letycia disse que iria a Porto Rico. A preocupação aumentou quando ela parou de responder e de postar nas redes sociais. "Imaginei que ela podia estar em um lugar sem sinal. Mas foi passando a noite e eu me preocupei", disse Maria.
Ana Erli Melegari, mãe de Sttela, estava em Maringá na noite do sumiço. Ela tentou contato na terça-feira (21) sem sucesso. "Mandei mensagem para minha outra filha perguntando se ela tinha visto a Sttela postar algo, mas ela respondeu que não", lembrou Ana.
Investigação e buscas
O secretário de Segurança Pública do Paraná, coronel Hudson Leôncio Teixeira, determinou prioridade ao caso. O delegado Luis Fernando Alves Silva afirmou que novos locais foram mapeados e forças de segurança estão mobilizadas. "Muitas informações chegaram por fontes anônimas e estamos filtrando. Estamos checando e mobilizando toda a força-tarefa", disse.
Denúncias anônimas podem ser feitas pelos telefones 181, 190, 197 ou em delegacias.
Últimos registros das primas
Segundo a polícia, a última postagem de Sttela foi em 21 de abril, mas o desaparecimento só foi reportado no dia 23. Uma amiga disse que Clayton convidou as jovens para uma festa em Porto Rico; ela recusou, mas Letycia e Sttela aceitaram. A polícia reconstituiu a cronologia:
- 22h39 de 20 de abril: jovens saem de Cianorte na caminhonete com Clayton, que se apresentava como "Davi". Última conexão de Letycia.
- 22h54: câmeras flagram a caminhonete em Jussara, onde Sttela pega uma mochila.
- 22h55: Sttela publica foto com garrafa de uísque e legenda "Qual será o nosso destino KKKK".
- 23h13: trio segue para Maringá pela PR-323.
- 00h16 de 21 de abril: última postagem de Sttela, no trevo entre Presidente Castelo Branco e Nova Esperança, com Clayton.
- 3h17: última conexão de Sttela à internet.
- 9h de 23 de abril: última conexão de Clayton.
- 24 de abril: polícia descobre que Clayton passou por Maringá.
O suspeito
Clayton Antonio da Silva Cruz usava o nome falso "Davi" e tinha mandado de prisão por roubo em Apucarana (2023). A caminhonete era clonada. Conhecido como "Sagaz" e "Dog Dog", frequentava festas em Cianorte. "Era como se o Davi fosse um 'ser social' nas baladas, mas invisível para identificação", explicou o delegado.
Clayton voltou sozinho a Cianorte entre 22 e 23 de abril, sem a caminhonete, e saiu de moto e sem celular. "Pelos indícios, ele está vivo. Mas e as garotas? Precisamos iniciar uma segunda etapa da investigação", disse o delegado. A polícia acredita que ele agiu sozinho.



