Variação de 573% em material escolar no Maranhão choca pais e responsáveis
Preços de material escolar variam mais de 570% no MA

Uma pesquisa realizada pelo Procon do Maranhão revelou uma situação alarmante para os bolsos dos consumidores na capital, São Luís. O levantamento apontou variações de preço que ultrapassam os 570% em itens básicos da lista de material escolar, evidenciando a necessidade de atenção redobrada na hora das compras.

Diferenças abissais nos preços

O Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor do Maranhão (Procon-MA) analisou mais de 360 produtos em diversas papelarias de São Luís. O objetivo era mapear os valores praticados para cadernos, lápis, canetas, mochilas, lancheiras e outros itens de uso diário dos estudantes.

O resultado foi surpreendente. A maior disparidade foi encontrada no lápis Cristal Fina, com uma variação de 573,03%. Enquanto o preço mais baixo registrado foi de R$ 0,89, o mais alto chegou a impressionantes R$ 5,99 pela mesma unidade.

Outros produtos também apresentaram diferenças exorbitantes. O lápis AZ vermelho sem borracha teve uma variação de 299,50%, sendo vendido entre R$ 2,00 e R$ 7,99. As lancheiras infantis temáticas, como as das Princesas e do Homem-Aranha, oscilaram 266,45%, com valores de R$ 29,99 até R$ 109,90. Já o caderno Record de 20 matérias apresentou diferença de 253,98%, saindo de R$ 3,39 e alcançando R$ 12,00.

Como economizar na compra do material escolar

Diante desse cenário de alta volatilidade de preços, a pesquisa de valores se torna uma ferramenta fundamental. O Procon e especialistas em consumo listam estratégias para aliviar o impacto no orçamento familiar.

Reutilização é a palavra-chave: Muitos materiais como lapiseiras, tesouras, estojos e apontadores têm vida útil maior que um ano letivo. Avaliar o que já se tem em bom estado e reaproveitar é o primeiro passo. A dica também vale para livros e dicionários, que podem ser adquiridos em sebos por valores menores.

Pesquisa minuciosa e compra coletiva: Comparar preços entre estabelecimentos, inclusive online, é cansativo, mas pode render uma economia significativa. Ferramentas como Buscapé e Zoom auxiliam nesse processo. Além disso, reunir um grupo de pais para compras no atacado pode garantir descontos interessantes.

Fugir dos personagens e exigir nota fiscal: Itens com licenciamento de personagens são consideravelmente mais caros. Optar por produtos sem estampas pode reduzir bastante o custo. Por fim, é direito do consumidor exigir a nota fiscal detalhada, que deve conter discriminação dos produtos, marca, preço individual e total, além de informações sobre garantia.

Atenção aos abusos nas listas escolares

O Procon-MA também alerta os pais e responsáveis para ficarem atentos à lista de materiais fornecida pelas escolas. É proibido exigir do aluno a compra de itens de uso coletivo, como material de limpeza, copos descartáveis, papel higiênico, grampeador, giz para lousa, tonner para impressora, entre outros.

O estudante não pode ser impedido de participar de atividades pedagógicas por não ter levado materiais de uso genérico ou coletivo. Conhecer essas regras é essencial para evitar gastos desnecessários e cobranças abusivas no período de volta às aulas.