Um empresário de 55 anos foi vítima de agressão física por parte de um segurança de um quiosque em Praia Grande, no litoral paulista. O incidente, registrado no último sábado (10), teria começado após uma discussão relacionada à perda de uma comanda do estabelecimento.
Detalhes da ocorrência
Conforme o boletim de ocorrência obtido pelo g1, a confusão aconteceu por volta das 23h no quiosque Império Espeto Bar Forte, localizado na praia do bairro Canto do Forte. O empresário, que preferiu não se identificar, estava acompanhado de um amigo que havia perdido a pulseira que servia como comanda.
Na hora de pagar a conta, o cliente sugeriu que a funcionária do caixa consultasse os números do CPF que haviam sido fornecidos para abertura da comanda. Como a atendente alegou dificuldades para localizar o registro, o empresário tentava acalmar o amigo, garantindo que o problema seria resolvido.
Foi nesse momento que, segundo a vítima, um segurança do local desferiu um soco em seu olho. "Me deu um soco no olho, aí eu caí de rosto no chão e tive um apagão. Eu não sei se foi do murro ou da minha batida no chão", relatou o empresário ao g1.
Consequências e busca por justiça
O homem precisou de atendimento médico por conta própria e agora teme por possíveis sequelas. Ele pretende realizar exames especializados para verificar se houve descolamento da retina no olho direito.
"Eu poderia ter morrido porque caí de cabeça no chão. Graças a Deus, não aconteceu. Só que eu vou até o fim para esse cara não fazer isso com mais ninguém", declarou o empresário, ressaltando que nunca mais voltará ao estabelecimento.
Na segunda-feira (12), a vítima acionou o advogado Jonatas de Moura Costa e registrou o caso como lesão corporal no 2° Distrito Policial de Praia Grande. O profissional jurídico informou que vai entrar com uma representação criminal e também solicitará as imagens das câmeras de segurança do quiosque para apurar se outros funcionários participaram da agressão.
Versões conflitantes e posicionamentos
A Polícia Militar foi acionada no local, mas o suposto agressor já havia fugido. As demais pessoas envolvidas foram liberadas após prestarem depoimentos com versões diferentes sobre os fatos. A administração do quiosque apresentou documentação de funcionamento válida até 2026 e confirmou a existência de imagens do incidente.
Por meio de nota, o advogado do estabelecimento, Lucas Marcato, afirmou que o Império Espeto Bar Forte LTDA "repudia veementemente qualquer forma de violência ou agressão". A nota acrescenta que houve "um início de confusão ocasionada pelo cliente" e que a intervenção do segurança foi necessária para contê-lo.
O advogado da vítima, no entanto, sustenta que houve "um erro na prestação do serviço" e uma "agressão gratuita" por parte do colaborador do quiosque. Jonatas de Moura Costa também enviará uma notificação extrajudicial ao estabelecimento antes de mover uma ação judicial por danos morais e materiais com base no Direito do Consumidor.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que ainda não identificou ou localizou o segurança suspeito da agressão.