Uma tragédia familiar chocou a cidade de Palmital, na região central do Paraná, nesta segunda-feira, 5 de fevereiro. Uma mulher morreu horas depois de ser brutalmente agredida no meio da rua por outra mulher, em um ataque que foi registrado em vídeo pela própria filha da vítima, uma criança de apenas 10 anos de idade.
Motivação do crime e detalhes da agressão
De acordo com o delegado Márcio Cristiano da Silva da Rocha, responsável pelas investigações, o crime foi motivado por ciúmes e fofocas envolvendo um vizinho. A suspeita, de 33 anos, teria tido um flerte com esse vizinho e, por isso, começou a ameaçar e a brigar com a vítima. A situação escalou para uma violenta agressão física em via pública.
A polícia foi acionada logo após a briga. No momento do registro da ocorrência, a vítima relatou que foi atacada com socos, chutes e puxões de cabelo, sofrendo diversas lesões na cabeça e em várias partes do corpo. Um agravante crucial para o desfecho fatal foi o estado de saúde prévio da mulher agredida.
Saúde frágil e piora que levou à morte
A vítima já enfrentava problemas cardiorrespiratórios e dependia de um cilindro de oxigênio para respirar. Conforme explicou o delegado Rocha, as agressões causaram uma piora significativa em sua condição clínica. "Após atendimento médico e exames necessários a vítima foi liberada. Porém, durante a madrugada, voltou a passar mal e foi novamente à unidade de saúde de Palmital, e entrou em óbito no local", detalhou a autoridade policial.
A suspeita foi localizada pela polícia e presa em flagrante pelo crime. O g1 tenta contato com a defesa da acusada para obter sua versão dos fatos.
Investigação apura homicídio qualificado
O caso agora segue para uma fase mais aprofundada das investigações. A polícia vai ouvir mais testemunhas para consolidar o inquérito. O delegado adiantou que a suspeita pode ser indiciada por homicídio qualificado com dolo eventual – quando o autor do crime assume o risco de matar, mesmo sem essa ser a intenção inicial.
"Pode ficar como consequência das investigações que a suposta autora foi indiferente ao resultado morte quando ela abre uma briga dessa proporção com uma pessoa que inclusive respira com ajuda de um balão de oxigênio", afirmou Rocha. Ainda não houve o indiciamento formal, mas a tendência é que o caso seja enquadrado nessa tipificação penal mais grave.
Para proteger a identidade da criança de 10 anos que filmou a agressão contra a própria mãe, o g1 optou por não divulgar o nome da vítima nem as imagens do ataque, consideradas de forte impacto.