Idoso argentino preso por injúria racial em mercado de Copacabana no Rio
Argentino preso por injúria racial em mercado de Copacabana

Idoso argentino é detido por injúria racial em mercado de Copacabana

Um idoso argentino de 67 anos foi preso em flagrante na última segunda-feira, dia 20 de abril de 2026, após cometer injúria racial contra uma jovem de 23 anos dentro de um mercado localizado na movimentada rua Siqueira Campos, no bairro de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O caso, que rapidamente ganhou repercussão, ocorreu durante uma discussão banal na fila do estabelecimento, mas escalou para ofensas de cunho racista proferidas pelo estrangeiro.

Detenção ocorreu após acionamento da Guarda Municipal

De acordo com relatos, o idoso, que reside no Brasil há aproximadamente dois anos, começou a reclamar da demora no atendimento e, em seguida, iniciou uma discussão acalorada com a jovem. Durante a altercação, ele proferiu xingamentos e ofensas claramente racistas, o que levou outro argentino que estava presente no local a acionar imediatamente agentes da Guarda Municipal que patrulhavam a região. Os guardas chegaram rapidamente ao mercado e efetuaram a prisão em flagrante do idoso, que foi conduzido à 12ª Delegacia de Polícia (DP) de Copacabana para os procedimentos cabíveis.

A identidade tanto do acusado quanto da vítima foi preservada e não foi divulgada pelas autoridades. No entanto, o caso já está sendo tratado com a seriedade que merece, uma vez que o crime de injúria racial é equiparado ao de racismo no ordenamento jurídico brasileiro. A pena prevista para tal delito varia de dois a cinco anos de prisão, além do pagamento de multa, conforme estabelecido pela legislação vigente.

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Caso ecoa episódio recente envolvendo influencer argentina

Este incidente em Copacabana traz à tona a memória de outro caso recente e bastante midiático de racismo ocorrido também no Rio de Janeiro, envolvendo a advogada e influencer argentina Agostina Páez. No dia 14 de janeiro, ela se envolveu em uma discussão no bairro de Ipanema, onde proferiu ofensas racistas contra funcionários de um bar, incluindo xingamentos como "negro" no sentido pejorativo e a palavra "mono" (que significa macaco em espanhol).

O caso de Agostina Páez foi amplamente divulgado, especialmente após a circulação de um vídeo que a mostrava, já na rua, imitando sons e movimentos de um macaco. Seu julgamento teve início no dia 24 de março, e a defesa e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) concordaram que, se condenada, ela cumprirá a pena em seu país de origem, a Argentina. Ela chegou a ser presa brevemente em fevereiro, mas foi liberada horas depois e submetida a medidas cautelares, como:

  • Retenção do passaporte
  • Uso de tornozeleira eletrônica
  • Proibição de deixar o território brasileiro

Posteriormente, no dia 31 de março, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) autorizou seu retorno à Argentina mediante o pagamento de uma caução equivalente a cerca de R$ 97 mil (60 salários mínimos). A influencer já se encontra em Buenos Aires desde o dia 1º de abril, onde declarou se sentir como "inimiga pública no Brasil".

Reflexões sobre a luta contra o racismo no Brasil

Os dois casos, separados por poucos meses, evidenciam a urgente necessidade de combate ao racismo na sociedade brasileira, mesmo quando perpetrado por estrangeiros. Eles também destacam a importância da atuação rápida das forças de segurança e do sistema de justiça para coibir tais práticas e aplicar as penalidades previstas em lei.

Enquanto o idoso argentino aguarda as definições processuais na 12ª DP de Copacabana, o episódio serve como um alerta sobre a gravidade das ofensas raciais e suas consequências legais. A população e as autoridades seguem atentas, reforçando que atitudes discriminatórias não serão toleradas, independentemente da nacionalidade ou idade do agressor.

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