Dupla presa com 101 frascos de Mounjaro contrabandeado em Jundiaí
101 frascos de Mounjaro contrabandeados são apreendidos

Dois homens foram presos em Jundiaí, no interior de São Paulo, nesta quinta-feira (14), sob suspeita de comercializarem uma versão contrabandeada do medicamento Mounjaro, utilizado para perda de peso. A ação foi realizada por policiais da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), que apreenderam 101 frascos do produto.

Detalhes da apreensão

De acordo com o boletim de ocorrência, os suspeitos não apresentaram documentos que comprovassem a procedência legal do medicamento, cujo princípio ativo é a tirzepatida. O Mounjaro é um fármaco injetável indicado para o tratamento de diabetes tipo 2 e, mais recentemente, para emagrecimento, mas sua comercialização no Brasil requer registro e autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Procedência ilegal

Os frascos apreendidos teriam sido trazidos do Paraguai, sem qualquer controle sanitário. A Polícia Civil investiga se os produtos eram vendidos em redes sociais ou por meio de contatos diretos com os suspeitos. A venda de medicamentos sem registro no país é considerada crime, podendo configurar tráfico de drogas, dependendo do caso.

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Prisão e encaminhamento

Os dois homens foram levados para a delegacia, onde a prisão em flagrante foi convertida em preventiva. Em seguida, eles foram encaminhados ao Centro de Triagem de Campo Limpo Paulista (SP), onde permanecem à disposição da Justiça. A polícia não divulgou os nomes dos suspeitos nem detalhes sobre suas identidades.

Riscos à saúde

A Anvisa alerta que medicamentos contrabandeados podem não ter eficácia comprovada e representam riscos à saúde, como contaminação, dosagem incorreta ou efeitos colaterais imprevisíveis. O uso de Mounjaro sem prescrição médica pode causar problemas gastrointestinais, pancreatite e outras complicações.

A Polícia Civil de Jundiaí continua as investigações para identificar outros possíveis envolvidos na rede de contrabando. A ocorrência foi registrada na Dise, que agora apura a origem dos medicamentos e o destino final dos produtos apreendidos. A população pode denunciar a venda ilegal de medicamentos pelo Disque-Denúncia (181) ou diretamente à delegacia local.

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