Sicário de Daniel Vorcaro tenta suicídio na carceragem da Polícia Federal em Minas Gerais
Sicário de Vorcaro tenta suicídio na carceragem da PF

Sicário de Daniel Vorcaro tenta suicídio na carceragem da Polícia Federal em Minas Gerais

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como "Sicário", um dos presos na terceira fase da Operação Compliance Zero, tentou cometer suicídio nesta quarta-feira, 4 de março de 2026, enquanto estava sob custódia da Polícia Federal na superintendência da corporação em Minas Gerais. A informação foi confirmada oficialmente pela PF, que detalhou os procedimentos de emergência realizados.

Resgate imediato e atendimento médico

A corporação informou que, ao tomarem conhecimento da situação, os policiais federais que estavam na superintendência prestaram socorro imediato e executaram procedimentos de reanimação cardiorrespiratória. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado rapidamente, e a equipe médica deu continuidade ao atendimento de emergência no local.

Mourão foi transportado para um hospital da região, onde recebeu cuidados médicos especializados. Segundo a Polícia Federal, após a estabilização do quadro clínico, ele será encaminhado para uma avaliação mais detalhada de sua saúde, incluindo possíveis aspectos psicológicos e físicos relacionados ao incidente.

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Investigação e comunicação ao STF

A Polícia Federal comunicou formalmente a ocorrência ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). A corporação se comprometeu a entregar todos os registros em vídeo do episódio, capturados pelos sistemas de monitoramento da carceragem, para auxiliar na apuração completa dos fatos.

"Será aberto procedimento apuratório interno para esclarecer minuciosamente as circunstâncias do fato, incluindo as condições de custódia e os eventos que levaram à tentativa de suicídio", afirmou a PF em nota oficial. A investigação visa garantir transparência e responsabilidade no tratamento do caso.

Papel do "Sicário" na estrutura clandestina

Segundo as investigações da Operação Compliance Zero, Luiz Phillipi Mourão era responsável pela gestão do grupo informal conhecido como "A Turma", uma estrutura clandestina utilizada para coletar informações de interesse do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O grupo também era acusado de pressionar e ameaçar desafetos do banqueiro, em ações que envolviam:

  • Monitoramento ilegal de indivíduos e empresas
  • Intimidação através de meios coercitivos
  • Obtenção de dados privilegiados para benefício financeiro

Daniel Vorcaro também foi preso nesta quarta-feira, na mesma operação, reforçando as acusações de envolvimento em esquemas criminosos. A Operação Compliance Zero investiga crimes de:

  1. Formação de organização criminosa
  2. Lavagem de dinheiro
  3. Corrupção ativa e passiva
  4. Obstrução da justiça

O caso continua sob análise do STF, com expectativa de novas diligências e possíveis desdobramentos nas próximas semanas. A tentativa de suicídio na carceragem da PF adiciona um capítulo dramático a esta investigação de alto perfil, levantando questões sobre segurança e supervisão em instalações policiais.

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