Presidente da Câmara retira redução da maioridade penal da PEC da Segurança Pública
Redução da maioridade penal é retirada da PEC da Segurança Pública

Presidente da Câmara retira redução da maioridade penal da PEC da Segurança Pública

Nesta quarta-feira (4), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba, fez um anúncio crucial sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. Ele afirmou que o dispositivo que previa a redução da maioridade penal será excluído do texto final, uma decisão que impacta diretamente o debate político nacional.

Decisão estratégica para evitar rejeição no Senado

Motta explicou que a decisão de retirar a redução da maioridade penal foi tomada após consultas com partidos da base governista e com o próprio relator da PEC, Mendonça Filho, do União de Pernambuco. O argumento central foi a preocupação de que, com essa medida inclusa, toda a PEC poderia ser rejeitada no Senado Federal, comprometendo avanços em outras áreas da segurança pública.

"A gente reconheceu que essa proposta do presidente Hugo é válida. Não poderia comprometer todo o trabalho feito até aqui. A PEC poderia ser aprovada aqui, mas morreria no Senado Federal", afirmou Mendonça Filho, demonstrando alinhamento com a estratégia de Motta.

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Votação direta no plenário sem passagem por comissão

Outro ponto importante é que a PEC será levada diretamente ao plenário da Câmara, sem a votação tradicional na comissão especial que analisa o mérito da proposta. "A decisão da presidência é avocar a PEC direto ao plenário para que ela seja deliberada no dia de hoje", declarou Hugo Motta, acelerando o processo legislativo.

Isso significa que os deputados votarão o texto em sua totalidade, com a exclusão já confirmada do trecho sobre a maioridade penal. Mendonça Filho, que inicialmente contemplava a redução, cedeu ao pedido e removeu o dispositivo, evitando um embate mais duro com críticas, especialmente da esquerda.

Contexto e próximos passos

A PEC da Segurança Pública é uma iniciativa que busca fortalecer medidas de combate à criminalidade, mas a inclusão da redução da maioridade penal gerava polêmica. Mendonça Filho tinha convicção de que, na Câmara, a redução seria aprovada, mesmo enfrentando resistências. No entanto, a visão pragmática de Motta prevaleceu, focando em garantir a aprovação da proposta como um todo.

O referendo sobre a redução da maioridade penal, que estava sendo considerado, será tratado em uma matéria separada, conforme anunciado. Isso permite que a PEC avance com maior consenso, enquanto o tema mais divisivo é debatido em outro fórum.

Com essa manobra, a liderança da Câmara espera assegurar que a PEC não apenas seja aprovada pelos deputados, mas também tenha chances reais de passar pelo crivo do Senado, onde a resistência à redução da maioridade penal é conhecida. A votação no plenário está marcada para ocorrer ainda nesta quarta-feira, marcando um capítulo significativo na legislação de segurança pública do Brasil.

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