A vereadora Rosania Carvalho de Farias (MDB), de Paranã, no Tocantins, denunciou ter sido agredida pelo prefeito da cidade, Phabio Augusto da Silva Moreira (Republicanos), após receber uma denúncia anônima sobre o uso de um maquinário público na fazenda do gestor. O caso ocorreu nesta quarta-feira (6), na zona rural do município, e ambos registraram boletins de ocorrência na Polícia Civil.
Denúncia e confusão
Segundo Rosania, ela recebeu a informação de que uma máquina pública estaria na fazenda do prefeito realizando a colheita de abóboras. Ao se dirigir ao órgão público onde os maquinários são guardados, não encontrou nenhum equipamento. Em seguida, foi até a fazenda, mas também não localizou a máquina. A vereadora estava acompanhada de um amigo e de seu filho de 21 anos, que gravou um vídeo da confusão, já circulando nas redes sociais.
Em entrevista, Rosania afirmou que não desceu do carro e, enquanto manobrava para ir embora, o prefeito chegou e cercou o veículo. "Fiz a manobra, retornei e quando ia retornando para pegar a estrada grande, a primeira-dama me fechou com a caminhonete. Ela e o gestor, e eles já foram descendo e perguntando o que eu estava fazendo lá", relatou. A confusão teria começado quando o prefeito viu o amigo da vereadora dentro do carro. Segundo ela, o gestor agrediu o amigo e, ao descer para defendê-lo, ela foi agredida pelo prefeito e pelo pai dele, que também estava no local.
Versão do prefeito
O prefeito Phabio Moreira, conhecido como Fábio da Farmácia, apresentou outra versão à polícia. Ele alega que agiu em legítima defesa após o amigo da vereadora descer do carro e ir em sua direção. Em nota, Fábio afirmou que a Polícia Militar foi acionada e vistoriou a fazenda, não encontrando nenhum maquinário público ou irregularidade. O prefeito passou por exame de corpo de delito, que apontou lesões em mãos, cotovelos e ombros. Ele registrou ocorrência por ameaça, violação de domicílio e lesão corporal dolosa contra os envolvidos.
Investigação
A vereadora passou por exame médico no Hospital de Paranã, onde foram constatadas marcas de lesões. O g1 entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) e a Polícia Militar, mas não obteve retorno até a última atualização. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.



