Secretário de Defesa do Consumidor relata perseguição com fuzis na Rodovia Amaral Peixoto
A Polícia Civil transferiu para a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) a investigação da perseguição sofrida pelo secretário municipal de Defesa do Consumidor, João Pires. O caso, que inicialmente foi registrado como tentativa de roubo de veículo na 75ª DP (Rio do Ouro), ganhou nova dimensão após o surgimento de informações de que o secretário vinha sofrendo ameaças recorrentes.
Relato detalhado do episódio na madrugada de terça-feira
João Pires afirmou que seguia para Maricá pela Rodovia Amaral Peixoto quando percebeu que estava sendo acompanhado por outro carro. De acordo com seu relato, criminosos abriram as portas do veículo e apontaram dois fuzis em sua direção. O secretário, que estava em um carro blindado, acelerou na tentativa de escapar e foi perseguido por aproximadamente dois quilômetros.
Na tentativa de se livrar dos perseguidores, Pires entrou em um posto de combustíveis ao avistar uma viatura policial. No entanto, ao perder o controle da direção, acabou colidindo com um carro estacionado. Felizmente, ninguém ficou ferido no incidente. Os criminosos não efetuaram disparos e fugiram do local após a colisão.
Ampliação da investigação e reforço na segurança
A transferência do caso para a Delegacia de Homicídios ocorreu porque a corporação decidiu ampliar a linha de investigação para possível atentado contra a vida de um agente público. A DH é uma unidade especializada em casos complexos e a investigação segue em andamento, com a Polícia Civil afirmando que não descarta nenhuma hipótese.
O prefeito Eduardo Paes já havia classificado o episódio como atentado e revelou que João Pires sofre ameaças recorrentes em razão de sua atuação contra irregularidades no setor de combustíveis. Após a transferência do caso, a segurança do secretário foi reforçada. Segundo a prefeitura, Pires já utilizava carro blindado e contava com medidas de proteção devido ao risco associado à função, mas agora recebeu proteção adicional.
Contexto das ameaças e atuação do secretário
As ameaças sofridas por João Pires estão diretamente relacionadas ao seu trabalho no combate a irregularidades no setor de combustíveis. Sua atuação firme nesta área tem gerado reações de criminosos que se sentem prejudicados pelas fiscalizações e ações da secretaria. A Polícia Civil trabalha ativamente para identificar os autores do crime e esclarecer a motivação exata por trás da perseguição armada.
Este caso chama atenção para os riscos enfrentados por agentes públicos que atuam em áreas sensíveis, especialmente quando envolvem fiscalização de setores econômicos significativos. A investigação continua com todos os esforços para garantir a segurança do secretário e levar os responsáveis à justiça.



