PF deflagra terceira fase da Operação Coffee Break com busca e apreensão em SP
Terceira fase da Operação Coffee Break é deflagrada pela PF

A Polícia Federal (PF) deu início, nesta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, à terceira etapa da Operação Coffee Break. A ação tem como objetivo aprofundar as investigações sobre suspeitas de irregularidades e fraudes em processos de licitação pública.

Detalhes da nova fase da operação

Nesta fase, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão no estado de São Paulo. Além disso, a PF executou medidas de constrição patrimonial que haviam sido autorizadas pela Justiça.

Segundo a corporação, a ação dá continuidade aos trabalhos iniciados em 12 de janeiro, quando a operação foi deflagrada pela primeira vez. Na ocasião, foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva nos estados de São Paulo, Distrito Federal e Paraná.

Crimes investigados e envolvidos

Os investigados no âmbito da Operação Coffee Break podem responder por uma série de crimes, conforme suas responsabilidades. As acusações incluem:

  • Corrupção ativa e passiva
  • Peculato
  • Fraude em licitação
  • Lavagem de dinheiro
  • Contratação direta ilegal
  • Organização criminosa

As apurações, que começaram no ano passado, identificaram indícios de fraudes em licitações no interior paulista. O esquema supostamente envolve políticos, servidores públicos e pessoas próximas ao presidente Lula.

Movimentação financeira e figuras centrais

De acordo com as investigações, o líder da organização criminosa seria o empresário André Mariano. Ele teria movimentado mais de R$ 125 milhões por meio de uma empresa que venceu licitações para fornecer material didático e kits de robótica a quatro prefeituras: Sumaré, Limeira, Morungaba e Hortolândia.

A ex-nora do presidente Lula, Carla Ariane Trindade, foi citada nas investigações como beneficiária de pagamentos feitos por Mariano. Os valores seriam em troca de um suposto lobby no Ministério da Educação, comandado por Camilo Santana.

Outro nome que surge nas apurações é o de Kalil Bittar, apresentado como amigo da família presidencial e que também teria ligações com André Mariano. A PF ainda não divulgou informações sobre os alvos específicos da ação desta quinta-feira.

A operação segue em andamento, e novos desdobramentos são aguardados conforme a análise do material apreendido e o avanço das investigações.