4 jovens de MG são encontrados mortos e amarrados em Biguaçu, SC
4 corpos de jovens de MG são encontrados em Biguaçu

A Polícia Científica de Santa Catarina confirmou, na manhã deste domingo (4), a identidade das quatro vítimas encontradas mortas no município de Biguaçu, na Grande Florianópolis. Os corpos, localizados no sábado (3), são dos jovens procedentes de Minas Gerais que estavam desaparecidos no estado.

Identificação das vítimas e detalhes do crime

As vítimas foram identificadas como Daniel Luiz da Silveira, de 28 anos, natural de Guaxupé (MG); Bruno Máximo da Silva, também de 28 anos, e Guilherme Macedo de Almeida, de 20 anos, ambos de Guaranésia (MG); e Pedro Henrique Prado de Oliveira, de 19 anos, nascido em Araraquara (SP). Os quatro eram amigos e moravam juntos em São José, buscando melhores condições de vida em Santa Catarina.

O reconhecimento, conforme relatado pela mãe de Pedro, Sílvia Aparecida do Prado, foi feito por familiares de Guilherme e só foi possível devido às tatuagens presentes nos corpos, que já estavam em estado de decomposição. Guilherme estava na região há cerca de 20 dias e tinha um emprego garantido para começar na segunda-feira (5).

Como os corpos foram localizados

A Polícia Militar divulgou que, por volta das 8h45 de sábado, recebeu informações sobre corpos abandonados às margens de uma estrada no bairro Fundos, em Biguaçu. Ao chegarem ao local, os policiais confirmaram a presença de quatro corpos amarrados e com sinais de mutilação. Imediatamente, as polícias Civil e Científica foram acionadas para os procedimentos de perícia e investigação.

As causas das mortes ainda não foram divulgadas pelas autoridades. A polícia afirmou que "nenhuma hipótese está descartada" e que as investigações seguem em andamento pela Delegacia de Pessoas Desaparecidas.

Cronologia do desaparecimento

Os jovens foram vistos pela última vez no Centro de Florianópolis. Câmeras de segurança também os flagraram na madrugada em frente ao apartamento onde moravam, no bairro Barreiros, em São José. Familiares informaram à polícia que os quatro haviam se mudado para Santa Catarina em busca de trabalho, chegando ao estado entre os meses de outubro e dezembro do ano passado.

O caso mobiliza as polícias catarinense e mineira, enquanto familiares e amigos aguardam respostas sobre as circunstâncias que levaram às mortes dos jovens, que deixaram suas cidades de origem com esperança de um novo começo.